Bruxelas, 8 mai (EFE).- O presidente do grupo do Euro e primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou hoje que a Espanha e Portugal "não estão em uma situação similar à da Grécia", embora tenha acrescentado que todos os membros da moeda única passem por circunstâncias "muito graves".

Bruxelas, 8 mai (EFE).- O presidente do grupo do Euro e primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou hoje que a Espanha e Portugal "não estão em uma situação similar à da Grécia", embora tenha acrescentado que todos os membros da moeda única passem por circunstâncias "muito graves". As declarações foram feitas ao fim da cúpula extraordinária de líderes do grupo do Euro realizada em Bruxelas, na qual foi aprovado o plano de ajuda financeira à Grécia e o início de um mecanismo de estabilização financeira para a Eurozona. Ele negou que a situação econômica da Espanha e de Portugal seja comparável à da Grécia, país que receberá empréstimos no valor de 110 bilhões de euros do FMI e dos 16 países da zona do euro para fazer frente a sua dívida pública. No entanto, assinalou que os 16 membros da moeda única consideram que "toda a zona do euro está sendo atacada". A região "está em uma situação muito grave", disse o primeiro-ministro luxemburguês. "Temos que nos coordenar agora e dar uma resposta coerente da zona do Euro e de toda União Europeia a estes ataques", ressaltou. Na reunião, os Governos da zona do euro acordaram o início imediato de um mecanismo de estabilização financeira que faça uso de "todos os meios" à disposição das instituições comunitárias. Os 16 líderes encarregaram o Executivo comunitário de propor os detalhes desse mecanismo, levando em conta as "circunstâncias excepcionais" que afetam à estabilidade da zona, A proposta será examinada neste domingo pelos ministros de Finanças de toda a União Europeia durante uma reunião extraordinária, sob a Presidência semestral da Espanha. EFE ahg/pb

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