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Um executivo australiano e outros três funcionários da gigante mineradora Rio Tinto, que enfrentam acusações de roubar segredos e oferecer subornos, serão julgados a partir de amanhã, em Xangai. O julgamento é visto como um barômetro da conduta chinesa para lidar com negócios estrangeiros.

O australiano Stern Hu e outros três chineses foram presos nove meses atrás, quando a Rio Tinto agia como líder nas negociações de preço com siderúrgicas do país asiático. Hu era um executivo sênior da companhia na China, encarregado do minério de ferro. Poucos detalhes das alegações contra os suspeitos foram divulgados, e os quatro funcionários da mineradora não foram autorizados a fazer qualquer comentário público desde a prisão. Os advogados contatados neste final de semana se recusaram a comentar o assunto.

O Departamento Australiano de Comércio e Relações Exteriores emitiu um comunicado dizendo que estava desapontado com a decisão da corte chinesa de não permitir que autoridades consulares assistam às sessões que têm a ver com os segredos comerciais. "A decepção do governo com a decisão foi registrada junto às autoridades chinesas em Pequim e Canberra", informou, em um comunicado neste final de semana.

A Rio Tinto disse repetidamente que espera que o caso seja tratado de maneira rápida e transparente. Enquanto isso, a companhia segue em frente com seus negócios na China, maior polo de siderurgia do mundo e principal consumidor de minério de ferro. A mineradora recentemente apontou um novo executivo para a China e anunciou na sexta-feira um acordo com a estatal chinesa de alumínio Chinalco para desenvolver uma reserva de minério de ferro na Guiné. As informações são da Associated Press.

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