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Juiz decide que Madoff permanecerá sob prisão domiciliar

Nova York, 17 dez (EFE) - O financista americano Bernard Madoff, acusado de montar uma das maiores fraudes na história de Wall Street, deverá permanecer em prisão domiciliar e usar um sistema de vigilância eletrônica para evitar ser preso.

EFE |

O juiz federal da Corte do Distrito Sul de Nova York Gabriel Gorenstein anunciou hoje várias mudanças nas condições da fiança fixada na semana passada, depois que o investidor foi detido em seu apartamento de Nova York.

Entre as mudanças, que foram pactuadas entre os advogados do financista e os promotores federais, foi estabelecido que Madoff permanecerá sob prisão domiciliar a partir das 19h e levará uma pulseira eletrônica que permita às autoridades saber onde está o tempo todo.

Além disso, o juiz exigiu que a esposa do investidor, Ruth Madoff, entregue também seu passaporte, como seu marido já fez, para evitar que possam deixar os Estados Unidos.

Embora não tenha sido acusado de qualquer crime, a imprensa local afirma, sem citar fontes, que está fazendo investigações para verificar se ela ajudou o marido a esconder a fraude.

O casal também precisará entregar outras duas casas que possui em Montauk, Nova York, e em Palm Beach, Flórida.

"Segundo esta ordem e o acordo entre o acusado e o Governo para mudar as condições da fiança, não há necessidade de que hoje ocorra uma audiência", explicou o juiz em nota, no que, segundo a imprensa, seria fruto de uma negociação que os advogados de Madoff mantiveram na terça-feira com promotores federais.

Inicialmente, o financista tinha que apresentar quatro testemunhas, por isso hoje deve propor outros dois nomes que se somariam aos já existentes, que são os de sua esposa e seu irmão Peter Madoff.

Uma semana depois de ter sido revelada a fraude, graças à denúncia de seus próprios filhos, Madoff não conseguiu encontrar outras duas pessoas dispostas a respaldar seu acordo de fiança, por isso ambas as partes acordaram as remodelações noticiadas agora.

Desta forma, o juiz também reduziu de quatro a dois o número de testemunhas que deviam aprovar o acordo de fiança e fixou audiência para a próxima segunda-feira.

A fiança original exigia o pagamento de US$ 10 milhões, que foram respaldados com um bônus atrelado à propriedade do apartamento de vários andares que o investidor possui no bairro do Upper East Side de Manhattan.

De acordo com os documentos apresentados até agora aos tribunais, foi o próprio Madoff que, ao ser detido, estimou em US$ 50 bilhões o valor da fraude, baseada em um esquema Ponzi, pelo qual são oferecidos investimentos com atraentes rentabilidades, que são abonadas com o dinheiro fornecido pelos novos investidores.

Quando deixam de chegar novos clientes e os primeiros exigem o pagamento de seus juros, a pirâmide financeira desaba e poucos conseguem recuperar seus investimentos.

As remodelações da fiança estipuladas correspondem ao caso que as autoridades federais construíram contra Madoff, que, paralelamente e na mesma corte, enfrenta uma ação civil interposta pela Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, na sigla em inglês).

Por esse último processo, Madoff foi convocado perante a Corte na próxima sexta-feira, onde deverá ouvir a única acusação do que a SEC o acusa: fraude com ativos. EFE mgl/db

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