SÃO PAULO - O segundo trimestre de 2008 significou para o JPMorgan Chase & Co. um lucro líquido de US$ 2,003 bilhões, ou US$ 0,54 por ação, abaixo dos US$ 4,234 bilhões, ou US$ 1,20 o papel, de um ano antes. Nosso lucro diminuiu significativamente devido ao ambiente de crédito desfavorável e às condições de mercado, explicou o executivo-chefe do banco, Jamie Dimon.

A instituição lembrou que os números do trimestre mais recente incluem o impacto de itens relacionados à aquisição do Bear Stearns, fechada em 30 de maio de 2008. Excluindo prejuízo de US$ 540 milhões depois de impostos para elementos associados com a fusão, o JPMorgan teria ganhado US$ 2,5 bilhões.

Os números ficaram acima do esperado em Wall Street.

Entre abril e junho, a provisão para perdas com crédito somou US$ 3,455 bilhões, excedendo o US$ 1,529 bilhão reservados em período correspondente de 2007. A receita total somou US$ 18,399 bilhões, inferior aos US$ 18,908 bilhões do segundo trimestre do ano passado.

O JPMorgan disse que as reservas de crédito foram ampliadas em US$ 1,3 bilhão e que foi registrada redução no valor de ativos de US$ 1,1 bilhão.

A área de Banco de Investimento assumiu redução adicional nas posições relacionadas com hipotecas e empréstimos alavancados. O segmento de Serviços Financeiro de Varejo experimentou novo deterioração em seu portfólio de empréstimo imobiliário, observou Dimon.

Ele acredita que o ambiente econômico deve continuar fraco e os mercados de capitais devem permanecer sob tensão. Estamos conscientes de riscos substanciais continuam em nosso balanço e que esses fatores devem afetar nossa atividade no restante do ano ou adiante, ponderou. Apesar desse ambiente, estamos confiantes de que estamos construindo uma empresa forte e lucrativa, acrescentou.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.