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Jovens atuns vermelhos viajam longas distâncias no Atlântico

Os jovens atuns vermelhos do Atlântico e do Mediterrâneo viajam longas distâncias antes de se tornarem adultos, em suas águas natais, para se reproduzir, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira e que pode contribuir para reduzir a pesca predatória.

AFP |

Pesquisadores americanos descobriram que os maiores atuns vermelhos procurados pelos pesqueiros comerciais ao longo da América do Norte são, geralmente, peixes locais, enquanto que os menores, alvo mais freqüente dos pescadores amadores, vêm do Mediterrâneo.

"Os jovens atuns vermelhos não se conformam ao princípio de gestão dos bancos de peixes que quer que cada um fique do seu lado, no Atlântico, ou no Mediterrâneo", afirmou o pesquisador da Universidade de Maryland (leste) e principal autor do estudo, David Secor.

A pesquisa estará publicada na revista "Science" de 3 de outubro.

Os fluxos migratórios dos atuns vermelhos podem explicar a pesca predatória, sobretudo no Mediterrâneo.

"Se os jovens atuns vermelhos nascidos nas águas do Atlântico na América do Norte emigram para o Mediterrâneo, a pesca predatória no Mediterrâneo faz com que poucos deles retornem adultos para suas águas natais", analisou Secor, acrescentando que, por isso, "a origem dos atuns vermelhos juvenis do Mediterrâneo deve ser nossa próxima grande prioridade".

A Comissão Internacional de Proteção dos Atuns do Atlântico se reúne em novembro, no Marrocos, para discutir a diminuição das reservas desse peixe e os melhores meios para administrar sua pesca, visando a preservar a espécie.

Os pesquisadores conseguiram identificar as origens geográficas dos atuns vermelhos, analisando a composição química do otólito, pequenos conduítes calcários de cada lado da cabeça do peixe, que lhe dão senso de equilíbrio.

js/tt/LR

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