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Jornalistas do Equador pedem garantias para imprensa após intervenção do governo

Associações de jornalistas do Equador pediram nesta quarta-feira que o governo dê garantias de liberdade de expressão à imprensa após a intervenção em três canais de televisão, que pertenceriam a ex-banqueiros com uma dívida de 661 milhões de dólares com o Estado.

AFP |

A Federação de Jornalistas do Equador e o Colégio de Jornalistas de Quito exigiram o respeito à liberdade de expressão e de imprensa e o cumprimento dos direitos trabalhistas dos funcionários das emissoras, além de eficiência por parte da nova administração.

Entretanto, a federação considerou legal o embargo de cerca de 200 bens dos ex-banqueiros Roberto e William Isaías ordenados na terça-feira pela Agência de Garantia de Depósitos (AGD, estatal), entre os quais constam várias empresas de comunicação.

"A decisão da AGD está apoiada em instrumentos legais para a recuperação dos fundos que permitam cancelar as dívidas que os Isaías mantêm com seus credores depois da quebra do Filanbanco (em 1998)", indicaram as associações em um comunicado divulgado pela subsecretaria de Comunicação.

Além disso, o texto afirma que "este caso obedece a um conflito estritamente financeiro, empresarial e legal, e nada tem a ver com a liberdade de expressão, que foi questionada por alguns setores".

As organizações de jornalistas também expressaram sua preocupação com o "tratamento informativo que está sendo dando a este acontecimento, sem as contextualizações do caso nem a profundidade que merece, quando se faz referência à liberdade de expressão e de imprensa".

Os ex-diretores dos canais Gamavisión, TC Televisión e Cablevisión argumentam que o confisco atenta contra a liberdade de expressão ao tomar o controle dos meios com o apoio da Polícia.

Segundo a AGD, os prejuízos deixados pelo Filanbanco, de propriedade dos irmãos Isaías - que fugiram para os Estados Unidos - chegam a 661 milhões de dólares.

O governo do Equador descartou nesta quarta-feira a estatização dos três canais de televisão, embora o caso esteja sendo levado para cortes internacionais pelos afetados, que classificam a ação de "embargo político" para amordaçar a imprensa em período pré-eleitoral.

Enquanto os canais - agora sob controle oficial - transmitiram seu sinal pelo segundo dia, a Gamavisión e a Cablevisión não colocou no ar seu noticiário da manhã.

O governo, no entanto, negou que os meios ficarão em poder do Estado, e esclareceu que a intervenção aconteceu de forma preventiva dentro do processo de embargo dos 200 bens da família Isaías.

SP/ap/sd

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