Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Jobim defende medidas especiais para incentivar aviação regional

RIO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, não descarta o uso de políticas diferenciadas para incentivar a aviação regional. Jobim, que participou de seminário promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Rio de Janeiro, admitiu que entre as opções analisadas está a garantia de exclusividade de determinadas linhas de baixa densidade para empresas regionais, de forma a estimular a criação de mercados hoje inexistentes.

Valor Online |

Jobim afirmou que a regra atualmente em vigor coloca nas mãos das empresas a responsabilidade por criar as malhas aéreas, o que inviabiliza viagens regulares para cidades menores. O apoio à aviação regional, segundo o ministro, serviria para estimular os vôos para áreas de baixa densidade populacional, mas com interesse estratégico para o Estado brasileiro.

"É isso que está em discussão entre o Ministério da Defesa e o setor da aviação regional, que não significa empresas pequenas, mas operação em linhas de baixa densidade", frisou Jobim. "Obviamente, o Estado tem que entrar com regras que não sejam as de hoje. Nós (o Estado) não temos nenhuma capacidade de influir nesta malha aérea e esse mecanismo não funciona para o grande interior do país", acrescentou.

Entre as possibilidades citadas por Jobim está a outorga de uma linha para determinada empresa, com a garantia de que nenhuma outra companhia vai operar a mesma linha durante um certo prazo. A condição seria o cumprimento, por parte da empresa beneficiada, de condições de segurança, regularidade e conforto.

"Temos que pensar em regras de entrada, na necessidade de suplementações tarifárias, na hipótese de linhas absolutamente necessárias e estratégicas em que a operação não seja rentável e nas quais tenhamos que assegurar um número mínimo de assentos ocupados", exemplificou o ministro, que citou também a desoneração de impostos sobre combustíveis e equipamentos como possíveis medidas.

Jobim também defendeu a adoção de modelos mistos para os aeroportos. Segundo ele, alguns aeroportos rentáveis poderão ser concedidos para a iniciativa privada, modelo que deverá ser adotado em Viracopos, Galeão e no novo aeroporto a ser construído em São Paulo.

"Mas tentaremos fazer com que o setor privado ingresse também nas áreas de baixa densidade, de forma a fazer um cruzamento possível de subsídios. Se vai ganhar dinheiro de um lado, vai ter que destinar parte disso para investimentos do outro lado", ressaltou, afirmando que a crise internacional não deverá ser um empecilho para a concessão de aeroportos à iniciativa privada no Brasil.

Jobim confirmou que o Plano Estratégico de Defesa foi aprovado ontem pelo Conselho de Defesa Nacional e será oficialmente lançado no dia 18 de dezembro. Jobim destacou também a aprovação, ontem, no Chile, de regras para a criação do Conselho de Defesa Sul-Americano, que serão levadas para conhecimento dos presidentes dos países do continente.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG