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Jobim afirma que segurança em Congonhas é absoluta

Na semana em que se completa um ano do acidente do vôo 3054 da TAM, no qual morreram 199 pessoas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que o Aeroporto de Congonhas vive uma situação de segurança absoluta. Jobim disse que provavelmente até o final do mês deverá ser divulgado o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura as causas do acidente.

Agência Estado |

O maior acidente da aviação civil brasileira completa um ano na quinta-feira.

Questionado se as intervenções feitas no terminal de Congonhas foram suficientes para garantir a segurança, Jobim foi enfático na defesa das medidas adotadas pelo governo, citando a redução dos pousos e decolagens e transferência de vôos para Cumbica, em Guarulhos. "Nós reduzimos os slots de Congonhas de 48 para 34 pousos e decolagens a cada hora. Trinta para a aviação regular, normal, e quatro para a aviação geral, que são os táxis aéreos, empresas de táxis, os executivos", disse Jobim, para quem houve "redução importante" no volume de passageiros com a transferência de vôos para Guarulhos.

Jobim assumiu o cargo em agosto passado, prometendo um choque de gestão no setor aéreo. Em janeiro, as restrições impostas no Aeroporto de Congonhas pelas autoridades começaram a ser revistas.

Em matéria publicada anteontem pelo Estado, o diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho, afirmou que os perigos e riscos para operações em Congonhas permanecem. Mas na avaliação de Jobim foi alcançada a meta traçada quando assumiu a pasta, de retomar a segurança nos aeroportos após a crise aérea. "Agora nós estamos claramente num processo de melhoria das condições infra-estruturais e também das condições de responsabilidade das empresas para atender os outros dois pilares da questão aérea: regularidade e pontualidade", afirmou.

O ministro também disse que o Cenipa não é competente para apurar responsabilidades, mas que, a partir da apuração, o órgão faz recomendações de segurança de vôo. "É o órgão competente para verificar as causas do acidente e possibilitar que isso não se repita, ou seja, baixar determinações para evitar isso."

Jobim também afirmou que foi firmado um acordo entre a presidência da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e o sindicato dos servidores da estatal para evitar uma greve da categoria.

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