Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Jintao diz que crise diminuiu competitividade da China

A crise financeira está diminuindo a competitividade comercial da China e a turbulência na economia testará a habilidade do governo em conduzir o país, afirmou o presidente chinês, Hu Jintao, durante um discurso a autoridades do Partido Comunista, segundo um jornal oficial. Jintao alertou também que o aprofundamento da crise pode aumentar o protecionismo dos países, prejudicando a economia chinesa.

Agência Estado |

O desaquecimento acentuado no crescimento econômico da China provocou aumento no desemprego após anos de prosperidade. A perspectiva de queda é um desafio para Hu, que atrelou a credibilidade de sua administração a melhorias nas condições sociais e econômicas da população. "Transformar as pressões em impulso, os desafios em oportunidades e manter um desenvolvimento econômico razoável será o teste da nossa habilidade para superar as complicações e um teste para a habilidade do partido em governar", disse o presidente, que também é um dos dirigentes do Partido Comunista chinês.

Há três semanas, o governo chinês anunciou um pacote de estímulo econômico de 4 trilhões de yuans, que prevê gastos em obras públicas e em programas sociais. Economistas esperam que o incentivo diminua - mas não evite - o ritmo de declínio no crescimento. Na semana passada, o Banco Mundial projetou expansão de 9% para a economia chinesa neste ano, em comparação a 11,9% em 2007. Em 2009, o avanço deve ser de 7,5%, crescimento relativamente alto em comparação com o de países desenvolvidos, mas que pode trazer dores de cabeça para os dirigentes chineses.

A China precisa se expandir anualmente pelo menos 8% para criar empregos suficientes para as milhões de pessoas que se integram à força de trabalho das cidades a cada ano, segundo o governo. O fechamento de fábricas no sul do país já gerou uma série de protestos, vistos pelo governo como uma ameaça à estabilidade social.

Estímulos

Ainda não está claro o que mais o governo chinês pode fazer para sustentar a economia. Na semana passada, o principal responsável pelo planejamento econômico disse a repórteres que o pacote de estímulo deve acrescentar apenas um ponto percentual ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Ele não disse se o governo pretende divulgar outras medidas para impulsionar a economia.

Durante o discurso, Jintao não ofereceu soluções específicas para os desafios atuais, com exceção do destaque à necessidade de um crescimento "estável e moderadamente acelerado". "Tendo como base o nosso desenvolvimento econômico, precisamos proteger e melhorar as vidas de nossa população e abordar continuamente os problemas mais importantes para ela." As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG