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JHSF deve denunciar a Daslu por quebra de contrato

Os grandes nomes do luxo em São Paulo estão protagonizando, no mundo jurídico, mais um embate. A construtora JHSF, dona do shopping Cidade Jardim, na zona sul da capital, deve denunciar a parceira Daslu, de Eliana Tranchesi, por ter quebrado um contrato de exclusividade ao permitir que sua grife passasse a ser administrada pelo rival, o Grupo Iguatemi, de Carlos Jereissati.

Agência Estado |

Nenhuma das empresas envolvidas no impasse quis comentar o assunto.

Em 2008, José Auriemo Neto, presidente da JHSF, tornou-se parceiro de Eliana ao abrir uma loja da Daslu dentro do shopping Cidade Jardim, com previsão, em contrato, de que a butique estaria presente também em outros empreendimentos da construtora pelo País.

Na ocasião, a própria Eliana teria exigido uma cláusula de exclusividade, temendo que Auriemo e Jereissati viessem a ser sócios no futuro. "Acabou acontecendo o contrário", disse uma fonte do mercado que está acompanhando de perto o processo, prestes a ser encaminhado a uma câmara de arbitragem. A Daslu é a única loja instalada no Cidade Jardim a ter um contrato de exclusividade.

Embora Auriemo tenha o documento a seu favor, a denúncia da JHSF é considerada "questionável" no meio jurídico. Dois anos atrás, a Justiça invalidou as chamadas "cláusulas de raio", impostas pelo Iguatemi aos seus lojistas. Esses contratos proibiam os comerciantes que tinham lojas no shopping do grupo de manter outro estabelecimento num raio de 2,5 quilômetros de distância. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Justiça consideraram o contrato uma restrição à livre iniciativa e à livre concorrência. A Daslu poderia usar esse argumento para se defender.

A assessoria de imprensa da marca de Eliana Tranchesi enviou uma nota com informações sobre o contrato firmado entre a WTorre, dona do terreno e do imóvel onde está a Daslu, e Iguatemi no mês passado, e se restringiu a dizer que a grife não participou desse acordo. Com a administração do Grupo Jereissati, a Villa Daslu passou a integrar, desde 1º de março, o Complexo JK, que incluiu um shopping de luxo (o JK Iguatemi, com previsão de inauguração em março de 2011) e três torres comerciais (duas delas em construção).

Até então, a Daslu era administrada pela empresa de shoppings BRMalls, numa parceria que durou um ano. A grife passou a ser administrada por uma outra empresa por recomendação de consultores que ajudaram a reestruturar a Daslu, depois que a empresa foi alvo de investigações da Polícia Federal, que culminaram com a prisão de Eliana.

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