O frigorífico brasileiro JBS-Friboi reabriu ontem a fábrica de sua marca Swift Argentina, em Pontevedra, com a presença da presidente Cristina Kirchner. Instalada a cerca de 40 km de Buenos Aires, a unidade é responsável pela elaboração dos produtos termoprocessados, o único tipo de carne que o governo libera para exportação.

Essa carne, chamada na Argentina de "vaca em conserva", é feita com matéria-prima que não se consome na Argentina, por isso, não sofre restrições para vendas ao exterior.

"Trata-se de um animal velho, que já não cria mais, nem dá leite e a carne é muito dura; é boa para o corned beef ou carne cozida", afirmou recentemente ao Estado o presidente da empresa na Argentina, Nelson Dalcanale. A fábrica que será reinaugurada abriga também o centro de distribuição para o consumo argentino. A visita de Cristina Kirchner representa sua aprovação aos negócios do grupo brasileiro no país. A JBS Swift Argentina reorientou suas operações para o mercado interno, em linha com a política defendida por Kirchner, e teve um crescimento doméstico de 300%.

O grupo chegou à Argentina no final de 2005 e comprou seis unidades, com um investimento de cerca de US$ 300 milhões. Pontevedra foi uma das unidades adquiridas em 2006 em um leilão judicial. A fábrica, que estava completamente abandonada, pertencia ao grupo CEPA e foi totalmente recuperada pela companhia brasileira.

A JBS Friboi comprou a empresa norte-americana Swift Foods & Company, por US$ 1,4 bi. A Swift Foods é a terceira firma mais importante do setor de carne bovina e suína nos Estados Unidos, enquanto a Friboi (que já era dona da Swift Argentina) é a principal exportadora de carne regional e internacional. Com a compra da Swift americana, a JBS criou a maior empresa do mundo de carne de boi.

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