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SÃO PAULO - O recém-criado JBS Banco, controlado pelo mesmo grupo dono do frigorífico JBS, vai apostar na oferta de Letras de Crédito Agrícola (LCAs) como uma das alternativas para se capitalizar em um momento não tão favorável para os bancos médios. Isentas de Imposto de Renda e IOF para as pessoas físicas, as LCAs serão uma importante base de captação do banco, segundo informou seu presidente, Geraldo Dontal.

Já o presidente do conselho de administração do JBS Banco, Joesley Mendonça Batista, disse esperar que a instituição financeira tenha a mesma facilidade de acesso ao crédito que o frigorífico do grupo JBS. O banco é um projeto de longo prazo. Podemos até ter problemas durante seis meses, um ano, mas vamos ser capazes de captar os volumes necessários, afirmou.

Batista informou que dará início a um plano de prospecção de clientes para o banco. Segundo ele, será feita uma seleção de três a quatro mil fornecedores, entre os mais de 15 mil atuais, para os quais serão oferecidos os produtos do banco. O executivo esclareceu que o foco da instituição será sempre voltado aos produtores que fornecem gado para a JBS, porém admitiu que outros pecuaristas não estarão proibidos de abrir contas no banco.

De acordo com Batista, o frigorífico JBS irá desembolsar cerca de R$ 6 bilhões nos próximos 12 meses com o pagamento a fornecedores de gado e a idéia é atrair esses recursos para dentro do novo banco.

Inicialmente, está prevista abertura de uma agência do JBS Banco em São Paulo, o que deve acontecer no próximo dia 28 de julho. Pouco tempo depois, devem abrir as portas agências em Goiânia e Campo Grande, além Araçatuba ou Andradina, regiões onde se concentra grande número de fornecedores de gado.

Batista também informou que a apresentação da escritura de uma fazenda será exigida para abertura de conta corrente no JBS Banco, A idéia é garantir que a instituição atenderá exclusivamente as necessidades dos pecuaristas.

(Murillo Camarotto | Valor Online)