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JBS apresenta oferta primária de ações de R$ 2,1 bilhões

SÃO PAULO - Depois de algumas dúvidas, que passaram pela redução do tamanho ou até mesmo cancelamento da oferta, a JBS apresentou os termos de sua nova distribuição de ações. No entanto, o formato da oferta e o tamanho são menores do que os que vinham sendo discutidos pelo mercado.

Valor Online |

SÃO PAULO - Depois de algumas dúvidas, que passaram pela redução do tamanho ou até mesmo cancelamento da oferta, a JBS apresentou os termos de sua nova distribuição de ações. No entanto, o formato da oferta e o tamanho são menores do que os que vinham sendo discutidos pelo mercado. A oferta será exclusivamente primária e deve contar, no máximo, com 270 milhões de ações. Em 12 de março, a companhia tinha protocolado pedido para venda primária (novas ações) e secundária (ativos de acionistas). Já o tamanho da oferta estava estimado entre 350 milhões a 400 milhões de papéis. Em reportagem do dia 30 de março, o jornal Valor já tinha apurado que os bancos tinham dificuldades para encontrar interessados em aderir à operação, que ultrapassaria R$ 3 bilhões. As possibilidades de cancelar a oferta ou reduzi-la pela metade já estavam em análise. A mesma matéria apontava que os investidores estariam descontentes com alguns pontos da operação e com negócios do banco JBS, da família Batista, no desconto de recebíveis dos fornecedores, antecipando os recursos com desconto em relação às taxas de mercado. Os ganhos com essas operações vão para a família, pois o banco está dissociado da empresa. De acordo com Aviso ao Mercado publicado hoje, serão ofertadas inicialmente 200 milhões de ações ordinárias. Tomando como base o preço de fechamento do papel no pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 7,86, a distribuição soma R$ 1,57 bilhão. O montante chega a R$ 2,12 bilhões caso sejam colocados integralmente os lotes suplementar e adicional. O prospecto preliminar aponta que 67% do dinheiro levantado no mercado será destinado à ampliação da plataforma global de distribuição direta, o que engloba os centros de distribuição e os caminhões utilizados para o transporte de produtos dos centros de distribuição até os clientes. Os 33% restantes serão utilizados como capital de giro. Os atuais acionistas não terão direito de preferência. Já o varejo ficará com 10% e no máximo 20% dos ativos ofertados inicialmente. O valor mínimo de investimento é de R$ 3 mil. Pelo cronograma estimado, os pedidos de reserva devem ser efetuados entre os dias 14 e 27 de abril. O preço por ação também será fixado dia 27 e os papéis estarão liberados à negociação a partir do dia 29, sob o código JBSS3. Caso haja excesso de demanda na oferta de varejo, será adotado procedimento diferenciado de rateio. Os investidores serão divididos em " com prioridade de alocação " e " sem prioridade de alocação " . O direito à prioridade depende de dois fatores: a requisição de tal classificação e o atestado de bom comportamento. Ou seja, será atendido primeiro aquele investidor que não tiver " flipado " (no jargão de mercado, vendido as ações no dia da estreia) nas últimas quatro ofertas públicas. Nesse caso, quem vendeu ações em duas ou mais das últimas quatro ofertas perde seu título de " prioridade " . O controle da JBS é da FB Participações S.A., com 59,1% das ações ON, fatia que pode cair a 53,1%, caso os lotes extras sejam colocados. Outros acionistas relevantes são o BNDESPar, braço de investimentos do BNDES, com 18,5% do capital, e o FIP Prot, com 8,7% das ações. Já a FB é controlada pela J & F Participações e pelo FIP ZMF . Os outros acionistas da FB são Bertin Fundo de Investimento em Participações, e membros da Família Batista, que comandam a companhia. No prospecto, a companhia diz que acredita ser uma das maiores empresas de proteínas do mundo, com receita líquida de R$ 34 bilhões em 2009. Com atuação no processamento de carnes bovinas, suínas, ovinas e de frango, além do processamento de couros e na produção de lácteos e seus derivados. A companhia também apresenta as aquisições realizadas desde 2007, ano no qual entrou para o Novo Mercado da Bovespa. Entre elas destaque para a compra da americana Swift, que marcou a entrada da companhia nos EUA, e a incorporação do frigorífico Bertin. (Eduardo Campos | Valor)
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