Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

JBS admite gestão ativa com derivativos, mas nega perdas financeiras

SÃO PAULO - A JBS, controladora do frigorífico Firboi, se juntou a outras empresas brasileiras para negar que tenha tido perdas com operações de derivativos. Uma onda de explicações foi desencadeada no final da semana passada depois que a Sadia reconheceu uma perda financeira de R$ 760 milhões com derivativos de câmbio e outros instrumentos.

Valor Online |

A JBS confirmou, no entanto, que um centro de tesouraria da empresa realiza operações diretamente na BM & F com o objetivo de controlar os riscos financeiros e que o saldo dessas operações está positivo.

Em comunicado ao mercado, a JBS explica que como política da companhia, as áreas financeira, comercial, suprimentos e originação de bovinos estão obrigadas a "zerarem" suas exposições diárias e de forma unitransacional (transação a transação) não sendo, portanto, permitida ou admitida qualquer exposição a riscos, seja em moedas, juros ou commodities, em qualquer área operacional da empresa.

A JBS explica que essa gestão está a cargo de um "Treasury Center" (centro de tesouraria), departamento criado em 2003, responsável pelo controle e gestão de seus riscos financeiros os quais incluem oscilação de moedas, volatilidade das taxas de juros nacionais e internacionais, riscos de liquidez, e exposições aos preços de commodities relacionadas ao negócio da companhia.

"Como resultado desta prática a JBS não reconhece a existência/eficácia do chamado 'hedge natural' em momentos de alta volatilidade, transacionando suas operações diretamente na BM & F não operando em nenhum outro instrumento como compra/venda de opções, operações com duplo indexador e/ou outras correlatas", destacou o diretor de relações com o investidor, Jeremiah O ? Callaghan, por meio de comunicado.

A companhia também aponta que não faz hedge dos investimentos em empresas no exterior, mas aponta que entre a contratação e o fechamento de qualquer nova aquisição de empresas ou investimentos fora do país, o Conselho de Administração optou por fazer hedge nesse espaço de tempo.

Além de negar as perdas, a JBS apresenta os ganhos com seu modelo de gestão financeira, calculados até do dia 29 de setembro. A companhia reporta uma valorização de aproximadamente R$ 422 milhões dos seus ativos que se referem a investimentos em empresas no exterior.

A empresa também aponta outros R$ 300 milhões oriundos dos ajustes diários das operações de hedge dos recursos disponíveis para as aquisições da National Beef, Smithfield Beef e Five Rivers anunciadas em março de 2008 e ainda pendentes de aprovação pelos órgãos reguladores dos Estados Unidos.

"Os hedges das transações operacionais geraram neste trimestre relevantes resultados positivos, não consumindo, assim, o caixa e mantendo a estabilidade da rentabilidade da companhia", aponta o comunicado.

A JBS destaca, ainda, que em suas estimativas conservadoras considera operar, após o pagamento das aquisições, com liquidez superior a US$ 500 milhões.

A empresa também lembra que a valorização da moeda norte americana, até o momento, trará também forte benefício na desalavancagem financeira da companhia, ou seja, uma redução de aproximadamente 0,4 x na relação dívida líquida/Ebitda (geração de caixa medida por lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Cabe lembrar que a JBS obtém, hoje, mais de 70% de sua geração de caixa em dólares e a quase totalidade de sua dívida está denominada em reais.

Os números apresentados estão sujeitos às oscilações de mercado.

(Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG