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Japonês Nomura assume atividades chaves do Lehman Brothers na Europa

A corretora japonesa Nomura Holdings anunciou nesta terça-feira que assumiu as duas atividades mais importantes do Lehman Brothers na Europa, 24 horas depois de comprar todas as operações do banco em quebra na Ásia.

AFP |

Esta transação, cujo valor não foi revelado, marca um novo episódio da supremacia dos bancos japoneses, relativamente poupados pela crise financeira e com os cofres bem cheios, sobre seus concorrentes de Wall Street. Na véspera, o primeiro banco japonês Mitsubishi UFJ Financial Group anunciou a aquisição de entre 10% e 20% do Morgan Stanley.

A Nomura Holdings vai assumir as atividades de corretagem e de banco de investimentos do Lehman Brothers na Europa e no Oriente Médio. O grupo garantiu em um comunicado que "uma parcela significativa dos cerca de 2.500 funcionários das atividades compradas será mantida".

O Lehman Brothers possui um total de 4.500 na Europa.

"A aquisição dará a Nomura uma plataforma de corretagem e do banco de investimentos líder na região, e reforçará nossa estratégia para conectar a Ásia e a Europa", comemorou o grupo.

"Nossa prioridade imediata é recolocar em atividades as divisões de corretagem e o banco de investimento com o nome da Nomura", afirmou em um comunicado o presidente da Nomura, Kenichi Watanabe.

A Nomura já havia anunciado na segunda-feira a compra de todos os ativos do Lehman na Ásia-Pacífico, por 225 milhões de dólares, segundo a imprensa. Os cerca de 3.000 funcionários do Lehman Brothers na região, principalmente no Japão e na Austrália, terão emprego no grupo japonês.

Segundo a imprensa japonesa e jornais europeus, a Nomura Holdings estava disputando a compra das atividades européias e asiáticas com várias empresas, entre elas o banco britânico Barclays. Esta última ficou com as melhores atividades do Lehman na América do Norte assim como a sede do banco em Nova york por 1,35 bilhão de dólares.

A ofensiva da Nomura ocorre após vários meses de dificuldades, ligadas principalmente à crise dos créditos de alto risco americanos "subprime".

O grupo japonês sofreu no exercício 2007-2008 (abril-março) sua primeira perda anual em nove anos (67,85 bilhões de ienes, ou seja 435 milhões de euros) e se manteve no vermelho no primeiro trimestre de 2008-2009. No entanto, sua tesouraria transborda de dinheiro fresco: ele levantou no início de setembro mais de 700 milhões de euros no mercado obrigatório.

roc/lm

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