Tóquio, 23 - A indústria de refino do Japão continuará usando o aditivo ETBE (Etil Tércio Butil Éter) na mistura de álcool à gasolina, porque a mistura direta de etanol pode causar problemas de segurança, como corrosão de tanque, afirmou hoje uma autoridade da indústria, reiterando a posição da indústria desde 2005. O ETBE é uma mistura de etanol e isobutano, um derivado do petróleo.

Quando misturado com gasolina, o ETBE não exige modificações na rede de distribuição do automóvel e gera uma melhor resposta do motor.

"Prometemos (ao governo) misturar etanol equivalente a 210 mil litros (por ano) de petróleo à gasolina até o ano fiscal 2010", afirmou Akihiko Tembo, presidente da Associação de Petróleo do Japão (PAJ, na sigla em inglês).

"Já assinamos este mês um memorando de entendimento para comprar etanol. Embarcaremos o etanol para os Estados Unidos para produzir ETBE, e decidimos usá-lo porque é a melhor escolha para manter a qualidade da gasolina", disse Tembo, que também é presidente da refinaria Idemitsu Kosan Co, e substituiu Fumiaki Watari como presidente da PAJ em maio.

A confirmação da posição da associação sobre etanol pode representar um golpe para aqueles que esperavam vender para o Japão na expectativa de um aumento na demanda, porque misturar diretamente etanol à gasolina facilitaria aumentar a porcentagem máxima que pode ser misturada à gasolina.

Atualmente, o limite legal de mistura de etanol no Japão é de 3%, mas o Ministério do Meio Ambiente tem procurado elevá-lo para 10%, afirmando que uma mistura de 3% não fará uma diferença significativa na redução de emissões de dióxido de carbono do Japão.

O ministério também vem pedindo à indústria de refino a mistura direta, citando problemas ambientais como poluição do solo.

Com base em um consumo de aproximadamente 60 milhões de litros de gasolina por ano, mesmo com o limite de 3%, seria criada uma demanda anual de cerca de 1,8 milhão de litros de etanol. As informações são da Dow Jones.

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