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Japão reconhece que situação econômica está cada vez pior

O Japão reconheceu nesta segunda-feira que a situação do país está piorando, ao anunciar um déficit comercial em novembro, assombrando ainda mais as perspectivas econômicas mundiais.

AFP |

O governo japonês divulgou um diagnóstico sombrio sobre sua economia. Em relatório mensal, considera que a situação está "piorando", porque diversos setores da economia estão sendo afetados a "um ritmo excepcionalmente elevado pela deterioração da conjuntura internacional".

"Vários fatores negativos podem tornar a recessão mais profunda e mais longa", afirmou uma fonte ministerial.

Além disso, o ministério das Finanças anunciou uma queda sem precedentes das exportações do Japão em novembro e um segundo déficit comercial consecutivo, em razão de uma queda vertiginosa da demanda nos EUA, na Europa e até na China.

Além deste quadro sombrio, o gigante automobilístico Toyota, maior empresa do país, reconheceu que registrará no próximo ano o primeiro prejuízo de sua história.

"O ambiente que nos envolve é cada vez mais rude e difícil. É uma situação de urgência sem precedente", declarou seu presidente Katsuaki Watanabe.

O maior fabricante de pneus japoneses, Bridgestone, reduziu por sua vez amplamente as previsões de resultados financeiros anuais, registrando um lucro líquido de apenas 12 bilhões de ienes (96 milhões de euros), contra 66 bilhões de ienes antes.

Ainda na Ásia, a montadora sul-coreana Sangyong Motor não poderá honrar o pagamento dos salários em dezembro. O pagamento, inicialmente previsto para quarta-feira, foi adiado para uma data não especificada.

Neste contexto, o desbloqueio nos EUA de mais de 17 bilhões de dólares para a General Motors e a Chrysler não bastou para levar as Bolsas mundiais para o campo positivo.

Na Europa, as principais praças financeiras abriram nesta segunda-feira em baixa. Às 09H15 GMT, Paris perdia 1,59%, Londres 0,97% e Frankfurt 2,14%. Na Ásia, Hong Kong terminou a sessão em queda de 3,3%, Xangai cedeu 1,52%, Seul 1,36% e Sydney 1,6%. Somente Tóquio fechou em alta, de 1,57%.

Diante da degradação da situação econômica, o presidente americano eleito Barack Obama reforçou no fim de semana o plano de retomada com o objetivo de criar três milhões de empregos e proteger a classe média, formando um grupo de trabalho dedicado a esta missão.

Ele espera apresentar um gigantesco programa que pode chegar a 850 bilhões de dólares, ou até, segundo algumas informações da imprensa, um trilhão de dólares.

bur-spi/lm/fp

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