O vice-ministro para Relações Internacionais do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Hiroyuki Ishige, reclamou hoje da burocracia e de normas ultrapassadas no Brasil que atrapalham o comércio exterior e os investimentos entre os dois países. "O Brasil é uma das economias mais significativas do mundo.

O vice-ministro para Relações Internacionais do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Hiroyuki Ishige, reclamou hoje da burocracia e de normas ultrapassadas no Brasil que atrapalham o comércio exterior e os investimentos entre os dois países. "O Brasil é uma das economias mais significativas do mundo. Porém, a nossa impressão é que algumas instituições continuam na época em que o Brasil não tinha essa projeção", criticou em entrevista coletiva após a III Reunião do Comitê Conjunto de Promoção de Comércio e Investimentos Brasil-Japão, na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)., em Brasília.

Chefiando uma missão com cerca de 80 pessoas do governo e da iniciativa privada, Hiroyuki disse que o Japão tem um forte interesse no Brasil, mas muitas empresas japonesas que estão no Brasil enfrentam dificuldades. Segundo ele, se os problemas forem solucionados, os investimentos japoneses e a transferência de tecnologia para o Brasil devem ser mais intensos. Ele se queixou do prazo de pagamento de royalties pela transferência de tecnologia de uma empresa japonesa para outra no Brasil.

"Estas tecnologias são um esforço muito forte e de anos das empresas japonesas", afirmou. O vice-ministro disse que o prazo de cinco anos, prorrogável por mais cinco anos, é curto. "A lei brasileira é um pouco imprecisa em relação à confidencialidade que deve acompanhar este tipo de contrato. Não estabelece claramente proteção a informações importantes no âmbito da tecnologia. Removidas as restrições, acreditamos que a transferência de tecnologia se dará de maneira mais intensa e mais fluida", acrescentou.

Do lado brasileiro, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, pediu melhoras no acesso da carne suína e do café brasileiro no mercado japonês. Segundo ele, esses produtos enfrentam barreiras sanitárias. O secretário-executivo do MDIC, Ivan Ramalho, disse que o Brasil espera que o comércio com o Japão volte a crescer após a queda registrada no ano passado por causa da crise financeira internacional.

O comércio bilateral recuou 25% em 2009, mas já registrou um crescimento de 14% no primeiro trimestre de 2010. Em 2008, o comércio bilateral alcançou US$ 13 bilhões. "Muito provavelmente, Brasil e Japão já possam voltar a ter este ano o mesmo nível de comércio de 2008. Temos confiança de que o Japão continuará sendo um grande investidor no Brasil", afirmou Ramalho.

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