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Japão levará ao G20 sua experiência no manejo de crises

TÓQUIO - O Japão levará à Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) de Washington propostas para lutar contra a crise mundial e a intenção de compartilhar a experiência e as políticas econômicas que ajudaram o país a superar a explosão da bolha na década de 1990.

EFE |

A segunda maior economia do mundo, que há pouco tempo parecia imune à crise de crédito originada nos Estados Unidos, participa amanhã da reunião extraordinária de líderes do G20 com a expectativa de restabelecimento dos alicerces de um sistema econômico global mais forte.

"Estaremos felizes por compartilhar nossa experiência e as lições" aprendidas após sofrermos a pior crise econômica depois da Segunda Guerra Mundial, disse à Agência Efe um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores japonês.

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O Japão levará à cúpula na capital americana uma agenda de cinco pontos, com os quais pretende apresentar sua contribuição aos esforços internacionais contra aquela que já é considerada a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929).

Em primeiro lugar, Tóquio pedirá aos presentes que iniciem o plano de ação estipulado em outubro último pelo Grupo dos Sete (G7, que reúne os sete países mais industrializados) e reformem a regulação das principais instituições do mercado financeiro.

O Japão encorajará ainda os membros do G20 a melhorar suas políticas econômicas para proporcionar mais estabilidade, e defenderá um aumento das ajudas a países pequenos e médios, assim como às economias emergentes, onde o impacto da crise foi na maioria dos casos muito maior que o previsto.

O Governo japonês, que considera a situação atual do país "relativamente estável", admitiu, no entanto, que, da mesma forma que nos outros países, sua economia real acusa o golpe da "tempestade que já chegou", segundo fontes oficiais.

A experiência ensinou ao Japão a necessidade de se atuar rapidamente quando começam a aparecer nuvens negras no horizonte.

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, anunciou recentemente um pacote de estímulo para a economia no valor de 5 trilhões de ienes (US$ 50,9 bilhões), em forma de fundos para famílias, empresas e Governos regionais.

O Japão defenderá em Washington medidas como essa, e tratará de repassar aos líderes mundiais conselhos de como se pode superar a crise atual, que tem muitos pontos em comum com a sofrida na Ásia depois da feliz década de 1980, e que da mesma forma como a de agora teve origem em uma bolha do mercado imobiliário.

Além do desejo de ganhar peso no panorama internacional, os japoneses são conscientes de sua responsabilidade adicional de representar os interesses asiáticos em uma cúpula na qual mais da metade dos presentes provêm de nações ocidentais.

Por isso, a uma semana da cúpula, enviou dois representantes aos outros países asiáticos membros do G20 para buscar uma maior cooperação econômica regional e apresentar em Washington uma visão asiática mais coordenada de medidas contra a crise.

São cinco os países asiáticos que fazem parte do G20 (China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia e Japão), e Tóquio pertence ainda ao seleto Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia).

Entre os parceiros regionais do Japão se destaca a Coréia do Sul, país no qual a crise bateu com força na economia real, na Bolsa e no mercado de divisas, com o won - moeda sul-coreana - cada vez mais enfraquecido frente ao dólar.

Na cúpula do G20, Seul defenderá que a reforma do sistema financeiro internacional por causa da crise deverá seguir respeitando a economia aberta, sem recuar para um modelo de protecionismo comercial.

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