Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Japão lança pacote de estímulo à economia, mas nada de eleições antecipadas

O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, anunciou nesta quinta-feira um pacote de medidas para estimular a atividade da segunda maior economia mundial, por um valor total de 26,9 trilhões de ienes (277 bilhões de dólares).

AFP |

Deste valor, cinco trilhões de ienes (48,5 bilhões de dólares) serão destinados aos gastos públicos.

O pacote inclui medidas de redução de impostos, de ajudas diretas aos consumidores e de empréstimos a pequenas empresas.

"A atual crise econômica mundial é um evento que acontece uma vez a cada século", declarou Aso em entrevista coletiva.

"Em situações como esta, é necessário aliviar a insegurança que as pessoas sentem. Não devemos temer esta violenta tempestade, mas não devemos nos limitar a ficar sem fazer nada enquanto a tufão nos arrasta", acrescentou o premier japonês.

O novo plano complementa o de 1,8 trilhão de ienes (18 bilhões de dólares, 14 bilhões de euros) anunciado em agosto pelo antecessor de Aso, Yasuo Fukuda, e aprovado pelo Parlamento japonês no início de outubro.

Aso, no cargo desde o final de setembro, destacou no entanto que as novas medidas não serão acompanhadas de uma emissão de bônus do Tesouro, para evitar o agravamento da dívida pública do Japão, a maior de todos os países industrializados.

O primeiro-ministro também destacou que defenderá uma reforma do sistema econômico mundial, durante a Cúpula do G20 em Washington em 15 de novembro.

"Na cúpula financeira de Washington, quero falar de cooperação internacional na vigilência das instituições financeiras", declarou.

A Bolsa de Tóquio fechou em forte alta nesta quinta-feira, a 9,96%, graças à desvalorização do iene em relação ao dólar e ao euro.

No fechamento, o índice Nikkei 225 subiu 9,96%, para 9.029,76 pontos, a quarta maior alta percentual de sua história.

Questionado sobre a iminência de uma dissolução da Câmara dos deputados e a convocação de eleições antecipadas, o primeiro-ministro deu a entender que a hora ainda não chegou.

"O momento da dissolução dependerá da adoção ou não do orçamento no Parlamento", declarou Aso, acrescentando que tomaria a decisão no "momento oportuno".

"Adoraria consultar o povo depois que ele conhecer os resultados de minha política", continuou.

O Partido Liberal Democrata (PLD, direito), de onde saiu Aso, está no poder no Japão desde 1955 praticamente sem interrupção. Ele contava com a popularidade do novo primeiro-ministro para convocar as legislativas, mas as pesquisas decepcionantes após sua eleição, combinadas ao agravamento da crise financeira mundial, dissuadiram os conservadores do PLD de assumir o risco de convocar os eleitores às urnas.

hih/fp-lm

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG