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Japão entra em recessão após 2 trimestres consecutivos de redução do PIB

Fernando A. Busca.

EFE |

Tóquio, 17 nov (EFE).- O Japão, a segunda maior economia do mundo, entrou oficialmente em recessão após ter dois trimestres consecutivos de contração do Produto Interno Bruto (PIB), algo que não ocorria desde 2001, segundo as informações fornecidas hoje pelo Governo.

O dado do PIB entre julho e setembro empurrou a economia japonesa para a crise. O país criou, durante o terceiro trimestre, 0,4% de riqueza a menos que durante o mesmo período do ano anterior.

O ministro de Economia e Política Fiscal do Japão, Kaoru Yosano, disse, logo após o anúncio, que a economia está "em uma fase de recessão" e que permanecerá assim por enquanto, considerando as perspectivas de arrefecimento da economia mundial.

Desta forma, o Japão se junta à União Européia (UE), que também entrou em recessão, e abre caminho para a mais que provável recessão dos Estados Unidos, que já registrou um trimestre de contração da economia.

Governo, imprensa, analistas e investidores já haviam previsto que o Japão entraria em recessão, de forma que a Bolsa de Valores descontou o efeito negativo quando a notícia foi divulgada hoje.

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou hoje em alta de 0,71%.

As perspectivas para o futuro próximo apontadas hoje pelo relatório econômico de hoje são negativas.

A exportação japonesa diminuiu devido à força do iene, que se valorizou 9,4% frente ao dólar desde setembro.

No entanto, as informações de consumo interno se mantiveram positivas, com crescimento de 0,3% - o que relativamente incentivará a economia. Este capítulo representa 55% do PIB japonês.

O aumento deste indicador teve relação com a situação deste ano, no qual as altas temperaturas e os Jogos Olímpicos de Pequim impulsionaram as vendas de aparelhos de ar-condicionado e TVs planas, dois produtos que diversas companhias japonesas vendem muito no mundo todo, principalmente no Japão.

No entanto, a realidade é que a redução da demanda externa reduziu em 0,2 ponto percentual o PIB do terceiro trimestre do ano, o pior dado em seis anos, e que neste período o investimento de capital das empresas caiu 1,7%.

Talvez a única informação realmente positiva anunciada hoje seja o investimento no setor imobiliário, que aumentou 4% entre julho e setembro.

Um endurecimento da norma havia afundado durante vários trimestres o setor, que tem grande peso específico na economia japonesa.

As informações de hoje chegam após a realização, no último fim de semana, da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), onde Tóquio manteve papel ativo com o objetivo de restituir a confiança nos mercados e facilitar o acesso ao crédito.

A declaração adotada pelos 22 chefes de Estado e de Governo presentes em Washington dá um novo enfoque ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao qual o Japão fornecerá US$ 100 bilhões.

Em resposta à crise mundial, o Governo do primeiro-ministro Taro Aso empreendeu medidas como o empréstimo ao FMI, de alcance internacional, e também iniciativas de estímulo de âmbito nacional, mas ainda passará um tempo até que tenham o efeito desejado.

A economia japonesa voltará às sombras nas quais desapareceu no início da década, quando o final da bolha financeira empurrou a economia do Japão para a recessão.

Enquanto isto, as autoridades japonesas se convencem de que o Japão se sairá melhor da crise do que outras grandes economias, situação que abre oportunidade para os gigantes empresariais do país. EFE fab/fh/fal

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