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Japão, Coréia do Sul e China se unem para enfrentar crise

Pequim, 24 out (EFE).- Japão, China e Coréia do Sul decidiram hoje impulsionar, dentro do grupo Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático), a criação de um fundo de reserva multilateral de US$ 80 bilhões e um mercado asiático de bônus em moedas locais.

EFE |

A medida, conforme disse o porta-voz da Chancelaria japonesa Kazuo Kodama, "é uma forte mensagem de compromisso perante a crise financeira".

"Houve amplo consenso hoje entre os três líderes para impulsionar duas iniciativas sem dúvida vinculadas à resposta perante a crise financeira que, se ainda não atingiu forte os mercados financeiros asiáticos, deve nos preocupar por seu impacto na economia real, disse hoje à imprensa o porta-voz.

Segundo a fonte, o primeiro-ministro Taro Aso, que se reuniu com o presidente chinês, Hu Jintao, e com o da Coréia do Sul, Lee Myung-bak e o premier da China, Wen Jiabao, em reuniões bilaterais, acordaram "trabalhar juntos para enviar mensagens claras à comunidade internacional sobre a crise".

Aso e Wen falaram também sobre mudança climática e segurança alimentar, o que, segundo a fonte, "é imperativo que a China trabalhe para eliminar a ansiedade dos povos chinês e estrangeiros".

Embora o acordo de criar o fundo de reserva exterior dos três países tenha sido adotado em Madri em maio, em Pequim se decidiu impulsioná-la "como parte do compromisso asiático para fortalecer seu sistema financeiro frente a uma crise de liquidez que chega do exterior".

Dentro desse compromisso de apoio aos mercados financeiros da região, está também a iniciativa de encorajar a Ásia a contar com um mercado de bônus asiáticos com cada divisa local.

Na inauguração hoje da cúpula, o sultão de Brunei e coordenador de Asean, Haji Hassanal Bolkiah, disse que o grupo de 13 países criará "o mais em breve possível" o fundo, destinado a injetar liquidez na região.

O porta-voz Kodama negou que os líderes tenham fixado um prazo - Seul falou em junho de 2009 - para tornar realidade o fundo, "pois ainda é necessário muito trabalho, principalmente o consenso dos ministros de Finanças e governadores dos bancos centrais que se reunirão em dezembro na Tailândia". EFE pc/rr

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