O Japão concordou em contribuir com US$ 2 bilhões em um novo fundo que está sendo criado pela Corporação Internacional de Finanças (IFC, na sigla em inglês), do Banco Mundial, para injetar capital em bancos em dificuldades nos países emergentes. Em um comunicado, a IFC disse que planeja colocar US$ 1 bilhão de seus próprios recursos no fundo, cujo objetivo é prevenir problemas sistêmicos no setor bancário dos emergentes.

De acordo com estimativa da IFC, os US$ 3 bilhões totais poderão alavancar até US$ 75 bilhões em novos empréstimos bancários, na medida em que houver outros investidores e em que os bancos canalizarem esse dinheiro para suas linhas de crédito.

O Japão é um dos países que mais tem ajudado as nações em desenvolvimento a lidar com a crise financeira global. O primeiro-ministro, Taro Aso, anunciou - em uma coluna na edição asiática do Wall Street Journal - planos de oferecer US$ 100 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar as nações afetadas pela crise financeira global.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o novo fundo da IFC "ajudará de forma significativa os bancos nos países pobres, o que também ajudará a proteger a população mais pobre do impacto da crise financeira global". Zoellick pediu que outros países também façam contribuições ao fundo. O Banco Mundial planeja obter novos compromissos de até US$ 100 bilhões para o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), sua principal instituição de crédito para países médios, e também quer gerar financiamento de US$ 35 bilhões nos próximos três anos por meio da IFC. As informações são da Dow Jones.

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