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Japão anuncia novas medidas para combater a crise

O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, anunciou nesta segunda-feira uma série de novas medidas para apoiar os mercados financeiros, entre elas o aumento de um fundo governamental destinado a injetar capital nos bancos em caso de necessidade.

AFP |

Aso declarou ainda que o Japão vai reforçar a regulamentação das vendas a curto prazo (a venda especulativa de ações, destinada a gerar lucro antecipando sobre a queda dos títulos).

O premier não revelou o novo valor destinado ao fundo governamental de apoio aos bancos.

O ministro delegado para Política Econômica e Orçamentária, Kaoru Yosano, declarou no domingo que o Japão elevaria de dois a 10 bilhões de ienes (84 bilhões de euros, 117 bilhões de dólares) o teto de intervenção do governo para sustentar eventualmente os bancos com dificuldades.

As medidas não foram suficientes para ajudar a Bolsa de Tóquio, que encerrou a sessão de segunda-feira em queda de 6,36%, o que deixou o índice Nikkei no menor nível em 26 anos, provocada pela baixa das ações bancárias e pala valorização do iene em relação ao dólar e ao euro.

O índice Nikkei 225 perdeu 486,18 pontos, a 7.162,90 unidades, o menor nível desde o fechamento 7 de outubro de 1982, ou seja, muito antes do estouro da bolha especulativa imobiliária e na Bolsa do fim da década de 80 no Japão.

Os investidores derrubaram os valores dos bancos japoneses em reação a um artigo do jornal Nikkei que afirmava que as três principais instituições bancárias do país - Mitsubishi UFJ Financial Group, Mizuho Financial Group e Sumitomo Mitsui Financial Group - pretendiam aumentar o capital.

Os bancos desmentiram a informação.

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