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TÓQUIO - Japan Airlines (JAL), a maior companhia aérea do Japão, retirou nesta sexta-feira suas ações da bolsa de Tóquio como parte de seu processo de quebra e fechou a um iene por título.

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Reuters
Japan Airlines retira ações da bolsa
A JAL se declarou em moratória há um mês, na qual até o momento é a maior quebra não financeira da segunda economia mundial, e iniciou um plano de reestruturação que inclui a saída da bolsa de Tóquio.

A descapitalização em bolsa da JAL, acelerada com as vendas maciças de títulos neste último mês, será formalizada amanhã com sua saída da lista de empresas incluídas no pregão de Tóquio.

Após integrar suas operações com a Japan Air System em outubro de 2002, a companhia aérea chegou a um recorde histórico de 366 ienes por ação (2,95 euros) um ano mais tarde.

O valor dos papéis da JAL começou a perder o rumo com os primeiros rumores sobre o recurso da quebra como meio para salvar a companhia aérea e iniciar um plano de redução de emprego que afetará 15 mil trabalhadores - um terço de seu elenco - e levará ao corte de 10% de suas rotas internacionais.

Em 13 de janeiro, em apenas dois dias, as ações da JAL caíram de 67 ienes para sete ienes. Três dias depois da declaração de quebra, chegaram a um iene.

As dívidas da JAL chegam a 2,32 trilhões de ienes (18,669 bilhões de euros), cifra que espera reduzir com a moratória e cortes de empregos, salários e pensões, assim como com a injeção de fundos por parte de uma agência estatal.

A companhia aérea nasceu como empresa pública em 1951 e foi privatizada em 1987, mas contou com a ajuda do governo japonês em algumas ocasiões anteriores para continuar operando.

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