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Itaú-Unibanco pode ser o grande banco internacional do Brasil, diz Setubal

SÃO PAULO - Os presidentes do Itaú e Unibanco avaliam que a fusão dos dois bancos anunciada na manhã desta segunda-feira é o primeiro passo para o Brasil ter um grande banco internacional que possa ser um global player.

Redação com Reuters |

 

Segundo Roberto Setubal, presidente do Itaú, o Brasil precisa de grande banco internacional. "Itaú-Unibanco pode ser este banco", afirmou. Segundo ele, a negociação foi um processo longo. "A crise [financeira internacional] pode ter criado uma oportunidade para acelerar um processo que já vinha ocorrendo", afirmou.

Outro fator que acelerou a fusão dos bancos, segundo os dois presidentes, foi a maior participação do Santander no mercado, após a compra do Banco Real, em 2007. Bancos estrangeiros sempre tiveram dimensão menos no Brasil, afirmou Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco. Para Pedro, a fusão Itaú-Unibanco enfrenta este novo concorrente e acompanha a tendência mundial de expansão das grandes empresas.

Para Pedro Moreira Salles, a fusão entre as duas instituições é o primeiro passo para ser um global player. "O objetivo é ser global player em 5 anos", afirmou.

Setúbal acrescentou que a América Latina é um local "natural" para um banco brasileiro atuar. Segundo ele, os países que mais atraem as atenções do Itaú-Unibanco são Chile, México, Colômbia e Peru, porque oferecem estabilidade. "O crescimento econômico é um fator de atração [nestes países]", disse o presidente do Itaú.

Segundo Salles, a nova instituição já nasce com presença forte no Mercosul. Mas Setubal acrescentou que não há pressa para atuar no exterior e que os bancos aguardam a autorização do Banco Central para completar a fusão.

"A fusão ocorre num momento de consolidação do setor", disse Moreira Salles. E acrescentou: "esperamos que o nosso processo seja um indutor de outros". Roberto Setubal, presidente do Itaú, acredita que a consolidação fortalece competição do setor.

Moreira Salles afirmou que as negociações foram longas e, até a quinta-feira da semana passada, restritas aos dois presidentes.

Empregos

Os dois presidentes afirmaram que a intenção do novo banco não é reduzir seu quadro de empregados. Setubal garantiu que não há, no momento, um programa de demissões, e Salles acrescentou: "em 3 ou 4 anos Itaú-Unibanco espera ter mais funcionários do que tem hoje".

Além disso, o presidente do Unibanco afirmou que as redes de agências serão somadas. "A nova instituição considera que todas são importantes", disse.

(Com reportagem de Marina Morena Costa)

Assista ao comentário do colunista José Paulo Kupfer (leia o blog) sobre a fusão

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