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Itaú Unibanco não dá a bancários garantia de emprego

SÃO PAULO - A reunião de representantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região com diretores do Itaú e Unibanco terminou sem avanços, segundo informações do sindicato. De acordo com a entidade, a principal demanda da categoria, de suspender temporariamente as demissões nos dois bancos, não foi atendida.

Agência Estado |

O presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, ameaçou convocar uma greve caso os bancos comecem a demitir. No último dia 3, Itaú e Unibanco anunciaram a fusão das suas operações, com a formação do maior banco do País.

"Se detectarmos alguma área do banco que tenha um volume de demissões que não sejam a partir de pedidos, que não sejam a partir de aposentadorias, que não sejam a partir de um processo de realocação para outros bancos, deve começar um processo de paralisação em agências e departamentos, com eventual greve se o banco não der uma garantia formal em relação ao emprego", disse Marcolino.

Segundo o presidente do sindicato, na última reunião de negociação, realizada em 10 de novembro, as diretorias dos bancos haviam apontado a possibilidade de não haver demissão. "Hoje eles falaram que não têm como garantir o emprego dos trabalhadores e ainda quiseram usar a crise econômica como argumento", afirmou. "Se o banco mantiver essa linha de que não haverá garantia de emprego, os bancários podem começar a fazer um processo de paralisação já nos próximos dias", disse.

De acordo com o sindicato, as direções das instituições financeiras afirmaram que não podiam se comprometer com a exigência por estarem em uma "fase de diagnósticos" da integração das operações. Na reunião, que durou cerca de duas horas e meia, os bancários tentaram um compromisso de suspender as demissões ao menos durante este momento de diagnósticos, mas não obtiveram sucesso.

Entre as 14 propostas apresentadas às direções dos bancos, duas foram atendidas na reunião desta terça: a suspensão temporária de contratações e a criação de um centro de realocação interna. Segundo o sindicato, os bancos comprometeram-se a avaliar ainda outras duas demandas da categoria: a suspensão de contratações de estagiários e de novos projetos de terceirização.

As diretorias das duas instituições devem agendar em breve uma nova reunião para continuar as negociações com os bancários. Segundo Marcolino, a próxima rodada de negociação deve ser realizada no início de 2009, quando serão discutidas nesta próxima ocasião demandas como aposentadoria, a ampliação de pelo menos 20% dos postos de trabalho para absorver funcionários da área administrativa e a redução da jornada.

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