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Itaú também antecipa os resultados

A exemplo do que fez o Unibanco, na sexta-feira, o Itaú antecipou a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. O anúncio ocorreu ontem, em vez da próxima terça-feira, como previsto originalmente.

Agência Estado |

É a segunda vez que isso ocorre nos 68 anos do banco.

O segundo maior banco privado do País lucrou R$ 2 bilhões no período, o que representou um aumento de 25% em relação a igual período do ano passado. De janeiro a setembro, o resultado positivo chegou a R$ 6 bilhões, 12,8% mais que no mesmo intervalo de 2007.

O diretor-executivo da instituição, Silvio de Carvalho, explicou ao Estado que três fatores justificaram a antecipação. O primeiro foi o movimento dos principais concorrentes, como o Unibanco. O segundo está relacionado à "transparência" em um momento de "tumulto" nos mercados. Por fim, o Itaú queria ficar livre para poder recomprar suas ações na bolsa.

"Temos um programa de recompra aberto na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) desde novembro do ano passado, mas as regras nos impedem de ir ao mercado durante o período que antecede a divulgação dos resultados", disse. "Com a antecipação, a partir de amanhã (hoje) já podemos comprar." Ele não revelou, porém, se o banco fará alguma operação nos próximos dias.

A "transparência" citada por Carvalho diz respeito às incertezas de investidores quanto à exposição do Itaú aos produtos financeiros que estão sendo chamados de "derivativos tóxicos". Trata-se de operações cambiais realizadas por empresas nos mercados futuros e de opções. Algumas, como Sadia, Aracruz e Votorantim, já anunciaram fortes perdas com transações do tipo.

Existe a expectativa de que várias outras companhias apurem prejuízos com operações semelhantes. Como os bancos que venderam o produto são os garantidores do negócio, eventuais casos de inadimplência poderiam estourar em seus balanços. O BBA, banco de atacado do Itaú, é uma das instituições que, segundo fontes do mercado, trabalhavam ativamente com as operações.

Por isso, a instituição informou ontem que sua exposição ao negócio é de R$ 2,4 bilhões (levando-se em conta a taxa de câmbio de R$ 2,30 por dólar de sexta-feira). No total, são 96 clientes. "Tratamos esse segmento como uma operação de crédito", disse Carvalho. "É um porcentual pequeno (1,5%) em relação à nossa carteira de empréstimos."

O diretor-executivo do Itaú destacou o papel do crédito nos resultados. Segundo ele, a carteira de empréstimos saltou 44% no período janeiro-setembro de 2008 em relação a igual intervalo do ano passado. A perspectiva, porém, é de forte desaceleração. Para 2009, a expectativa é de que o crescimento de 15% (para uma expansão da economia entre 2,5% e 3%). "Se o País crescer mais, podemos chegar a 20%", ressaltou.

Os números do Itaú ficaram dentro das estimativas de analistas. "A antecipação foi bem recebida e deu mais credibilidade, pois todo mundo estava com medo do que poderia aparecer no balanço", disse o gestor de renda variável da corretora Umuarama, Rafael Moysés.

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