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Itaú lucra R$ 4,08 bi no semestre

Ganhos extraordinários menores, queda na margem líquida e diminuição das receitas de tarifas ditaram o modesto crescimento do lucro do Itaú no primeiro semestre deste ano. O resultado do banco subiu 1,7% comparado a igual período do ano passado e somou R$ 4,08 bilhões - muito próximo do número apresentado anteontem pelo arqui-rival Bradesco, de R$ 4,1 bilhões.

Agência Estado |

Em 2007, o lucro da instituição havia embutido ganhos com a venda do prédio do BankBoston, de R$ 114 milhões, e venda parcial da participação na Serasa, de R$ 736 milhões, entre outros. Neste ano, no entanto, as receitas extras foram menores, disse o diretor-executivo de Controladoria do Itaú, Silvio de Carvalho.

Segundo ele, o crescimento menor também é decorrente da redução da margem financeira, provocada pelo aumento dos empréstimos com spread (diferença entre a taxa de captação e a cobrada do consumidor) menor, além da diminuição das receitas provenientes das tarifas. Nesse item, houve queda de 9,2% no semestre, provocada pelas mudanças exigidas pelo governo que eliminaram, por exemplo, a cobrança de Taxa de Abertura de Crédito (TAC).

Os fatores extras, que turbinaram o resultado do ano passado, também explicam a queda de 3,5% do lucro no segundo trimestre de 2008, para R$ 2,041 bilhões. Desconsiderando isso, o lucro subiu 8,3%. "O resultado do banco é decorrente do crescimento robusto da economia brasileira e está muito ligado ao avanço da produção industrial e do varejo", diz Carvalho.

Segundo ele, isso permitiu que as operações de crédito tivessem forte expansão no semestre, de 41,3%. Os empréstimos para pessoa física avançaram 38,3%, com destaque para a evolução do financiamento de veículos. Essa modalidade teve uma alta de 61,7% no primeiro semestre, ante igual período de 2007. No portfólio voltado para pessoa jurídica, a expansão foi de 47,8%.

Nesse segmento, a surpresa positiva foi a retomada das grandes empresas para o sistema bancário nacional. Os empréstimos feitos por esse grupo de clientes avançaram 36,4%. "Aos poucos, essas empresas, que até o ano passado buscavam recursos no mercado internacional e no mercado de capitais, estão voltando. Esperamos que essas operações tenham aumento de 20% neste ano", afirma Carvalho.

Segundo ele, as micro, pequenas e médias empresas também demonstraram intenso apetite por crédito no período. As operações para esse nicho de mercado cresceram 66,2%.

Projeção de crédito

Carvalho projeta aumento entre 25% e 30% no volume da carteira de crédito até dezembro. Os destaques devem ficar por conta do financiamento de veículos, com alta entre 40% e 45% no ano, e do crédito imobiliário, de até 40%. "O efeito do aumento da taxa Selic, para 13%, não deverá surtir efeito muito grande sobre as operações de crédito. De qualquer forma, o avanço do crédito tende a ser menor no segundo semestre."

Apesar do forte avanço do crédito no semestre, o índice de inadimplência do banco recuou de 5,1% em 2007 para 4,3% agora. Segundo Carvalho, esse recuo é fruto de medidas de precaução tomadas em 2006 e 2007 para controlar a concessão de crédito. "Não vemos nenhum sinal de aumento dos índices de atrasos."

Sobre as receitas de tarifas, o executivo afirmou que a forma de compensar as perdas por causa das mudanças exigidas pelo governo federal é elevar a base de correntistas. No primeiro semestre, diz Carvalho, o Itaú conseguiu incluir cerca de 500 mil novos clientes na sua base, que em junho contava com 13,9 milhões de clientes ativos. A expectativa é que até dezembro mais meio milhão de clientes sejam incorporados à base do banco, que ocupa o segundo lugar no ranking dos bancos privados.

Para isso, o número de agências vai crescer. Do primeiro semestre de 2007 até junho deste ano, o banco abriu 134 unidades, somando 2.812 agências.

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