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Itaú e Unibanco afirmam que não haverá demissões

O novo banco, resultante da união entre Itaú e Unibanco, vai manter as agências que estão em funcionamento hoje e não fará corte no quadro de funcionários, afirmou o presidente do Itaú, Roberto Setubal. A intenção é manter todas as agências e não haverá programas de demissões, disse hoje em entrevista à imprensa, em São Paulo.

Agência Estado |

De acordo com Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco, a fusão foi feita para que a nova instituição possa crescer de forma robusta e ser maior no futuro. Por isso, ele afirma que não há motivo para se pensar na redução do número de funcionários. O executivo admite que há algumas sobreposições de funções, mas afirma que em três a quatro anos a intenção é ter mais funcionários que o quadro atual. Sobre o número de agências, afirmou que todas são sustentáveis e, por isso, não há motivo para o fechamento de nenhuma delas.

Salles afirmou que as marcas comerciais da nova holding que surgem da união com o Itaú serão definidas de acordo com o entendimento do mercado. "Decidimos que a parte ligada ao afeto dos controladores estaria no nome da empresa de participação: a Itaú Unibanco Participações. Já as marcas comerciais serão decididas mais na frente", afirmou.

Banco internacional

O presidente do Itaú disse que o Brasil precisa ter um grande banco internacional e que o Itaú Unibanco poderá ser essa instituição. Ele afirmou que o banco resultante da união nasce com uma base muito forte e certamente tem capacidade de financiamento para as empresas e o consumo no mercado brasileiro. "Gostamos muito de fazer isso e sabemos fazer", disse, referindo-se à concessão de crédito.

O momento do Brasil, segundo ele, é único. "Não faríamos uma transação dessa dimensão se estivéssemos com medo da conjuntura", disse. Durante os meses de negociação, Setubal diz que foram realizadas uma série de conversas a dois. "Essas conversas foram alinhando nossos sonhos, objetivos e valores", afirmou. Houve um processo, segundo ele, que resultou em adquirir confiança um no outro.

O presidente do Unibanco explicou que quando teve início a negociação com o Itaú, em agosto do ano passado, o primeiro objetivo definido foi que a nova instituição possa ser considerada um competidor global no mercado financeiro. A avaliação era que a medida seria necessária para enfrentar o novo padrão de concorrência estabelecido pelo banco espanhol Santander ao anunciar seu interesse pelo Banco Real. "Foi um novo modelo de concorrência que se estabeleceu, com um banco de escala global e também com uma grande dimensão local", disse, lembrando que os bancos estrangeiros no Brasil sempre tiveram uma dimensão no mercado brasileiro menor em relação aos bancos de capital nacional.

De acordo com o executivo as discussões levaram em conta o fato de as empresas brasileiras do setor industrial já terem uma atuação no mercado internacional. "Se as indústrias já tinham dado esse salto, não havia motivo para não fazer o mesmo no sistema financeiro", afirmou. A expectativa de Salles é que em cinco anos, o banco resultante da união entre Itaú e Unibanco torna-se global.

A primeira conversa entre os dois bancos aconteceu há cerca de dez anos, mas segundo Salles não foi conclusiva. As duas instituições só voltaram a conversar, então, em agosto do ano passado.

Ações

As ações do Itaú e do Unibanco serão negociadas na Bolsa até que o Banco Central aprove a operação de fusão entre os dois bancos. A partir desse momento, serão negociados apenas os papéis de Itaú Unibanco Holding, explicou Setubal.

O executivo acrescentou que a fusão vai ampliar a liquidez dos ADRs (recibos de ações) negociados na Bolsa de Nova York e que a nova condição vai se refletir no preço. "Teremos uma moeda mais líquida e isso valoriza os preços dos nossos papéis", afirmou.

Outras aquisições

O presidente do Itaú, Roberto Setubal, reconheceu que a fusão com o Unibanco pode despertar aquisições entre outras instituições financeiras, o que segundo ele, é natural dentro do processo de consolidação vivido pelo setor financeiro. O executivo acredita que futuramente o Brasil terá cinco ou seis bancos muito fortes disputando o mercado e o Itaú Unibanco será um deles.

Conforme o presidente do Unibanco, Pedro Moreira Salles, novo banco já nasce com presença muito forte no Mercosul e atravessa fronteiras. "Essa combinação nos levará longe", afirma. A idéia é ser um competidor global em cinco anos. A internacionalização do Itaú Unibanco, na opinião de Salles, ajudará muito as empresas brasileiras que operam no exterior. Ele ressaltou que antes de ter atuação global, no primeiro momento, a prioridade é trabalhar a integração no Brasil.

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