Roma, 7 jan (EFE).- A Itália registrou hoje um corte substancial do gás proveniente da Rússia, algo que, por enquanto, não representa uma grande preocupação para as autoridades italianas, pois estas afirmam que o país conta com as reservas necessárias para enfrentar várias semanas sem fornecimento.

As autoridades italianas já ativaram um plano que prevê a potencialização das importações de gás procedentes de países diferentes da Rússia, de onde atualmente a Itália importa 30% do gás que consome.

Uma nota divulgada hoje pela empresa de energia italiana Eni afirma que, a partir das 1h de hoje (22h de Brasília de ontem), foi registrada "uma interrupção substancial do gás proveniente do gasoduto TAG".

"Enfrentamos esta segunda crise russo-ucraniana em uma posição muito melhor com relação à anterior, embora a provisão da Rússia diminua de um modo substancial", disse hoje o executivo-chefe da Eni, Paolo Scaroni, em declarações à rádio pública italiana "RAI".

"Por um lado, aumentamos nossa capacidade de armazenagem e hoje podemos colocar sob terra cerca de 14 bilhões de metros cúbicos de gás para fazer frente ao inverno (hemisfério norte) e a esta emergência", disse Scaroni, acrescentando que já está pronto o gasoduto que liga a Itália a fontes energéticas líbias.

Em comunicado emitido na terça-feira, o Ministério da Indústria italiano afirmou que a situação não representa uma "particular preocupação" para o país, "graças aos altíssimos níveis de armazenagem e ao consumo relativamente baixo". EFE mcs/an

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