(inclui mais dados sobre a atividade econômica e reações) Roma, 14 nov (EFE).- O Produto Interno Bruto (PIB) italiano caiu 0,9% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2007, e 0,5% ao segundo trimestre, segundo as primeiras estimativas do Instituto italiano de Estatística (Istat) divulgadas hoje.

Segundo Istat, a Itália encontra-se em uma "recessão técnica", já que é o segundo trimestre consecutivo com diminuição do PIB.

O resultado conjuntural do PIB, explicou o Istat, é a síntese de diminuição dos valores da agricultura, da indústria e dos serviços.

Este momento de crise da economia italiana, com dois meses de quedas consecutivas do PIB, é comparável à situação registrada entre o quarto trimestre de 2004 e o primeiro de 2005, no qual o país atravessou por outra recessão técnica.

Uma situação pior ocorreu entre 1992 e 1993, quando se registraram seis trimestres consecutivos de baixas.

Diante dessas primeiras estimativas do Istat, a presidente da associação empresarial italiana Confindustria, Emma Marcegaglia, comentou: "a situação é grave. Há uma recessão européia e uma possível recessão global nos próximos meses poderia gerar dados ainda piores".

O presidente da associação de empresas Confesercenti, Marco Venturi, opinou, por sua vez, que é necessário "evitar que a crise seja longa e pesada, e que piore a baixa do consumo, algo que teria conseqüências desastrosas para as pequenas e médias empresas e a ocupação".

"Com um PIB em queda livre, não pode se ignorar o papel das pequenas empresas. Pedimos ao Governo que abra um diálogo permanente que inclua todas as forças sociais para estabelecer uma estratégia contra a recessão", manifestou.

Na oposição política, a queda do PIB gerou críticas.

O ex-ministro do Trabalho Cesare Damiano, do Partido Democrata (PD), advertiu que a baixa do PIB indica que a Itália se encontra em uma situação de "plena emergência" para a qual é necessária "uma reação forte", embora, segundo assinalou, "o Governo não faz nada".

"Se não se intervém imediatamente sobre a economia real (...) põe em risco muitos setores, especialmente o da estabilidade social", declarou.

O anúncio da entrada em uma "recessão técnica" não afetou, no entanto, o bom comportamento da Bolsa de Milão que ao meio-dia (9h de Brasília) manteve seu sinal positivo e alcançou uma alta de 2,74% em seu índice S&P/MIB. EFE ebp/jp

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