Roma, 28 jun (EFE).- Em 2009, a Itália "piorou" o saldo e a dinâmica de suas contas públicas e aumentou sua pressão fiscal até alcançar o quinto lugar na União Europeia (UE).

Roma, 28 jun (EFE).- Em 2009, a Itália "piorou" o saldo e a dinâmica de suas contas públicas e aumentou sua pressão fiscal até alcançar o quinto lugar na União Europeia (UE). Estas são algumas das conclusões do estudo do Instituto Nacional de Estatística italiano (Istat) divulgado hoje, no qual informa que a relação entre o déficit líquido da administração pública e o Produto Interno Bruto (PIB) do país quase duplicou em um ano, ao passar de 2,7% em 2008 para 5,3% de 2009. Em valores absolutos, em 2009 o déficit público da Itália, país que tramita um plano de ajuste orçamentário de 24 bilhões de euros para 2011-2012, foi de 80,8 bilhões de euros, 38,225 bilhões de euros a mais que em 2008. A dívida pública da Itália continua sendo a mais alta da Europa: após a queda registrada em 2007, em 2009 voltou a crescer quase dez pontos percentuais até os 115,8% do PIB, o que representa em termos absolutos 1,76 trilhão de euros. "Os efeitos da crise sobre as finanças públicas das economias desenvolvidas, já evidentes em 2008, se manifestaram totalmente em 2009, provocando, em termos gerais, queda da arrecadação, aumento da despesa e piora do saldo e da dinâmica das contas públicas", reza o texto do Istat. Em 2009, o gasto público total cresceu na Itália 3,1% e sua relação com o PIB também aumentou, passando a representar 52,5% do PIB, contra 49,4% que era em 2008. "A contribuição mais importante ao crescimento da despesa na Itália, como nos outros países da UE, provém das prestações sociais com dinheiro (...) Entre estas a prestação por desemprego, que cresceu ao redor de 2 bilhões de euros, ou o bônus extraordinário para as famílias de rendas baixas", de 1,5 bilhão de euros, indica o Istat. A pressão fiscal com relação ao PIB se situou em 2009 em 43,2%, contra 42,9% de um ano antes, o que situa à Itália, junto à França, no quinto lugar da UE, contra o sétimo de 2008, o dado mais alto desde 1997. EFE mcs/dm

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