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ISAAA: Brasil deve superar Argentina em plantio de transgênicos

São Paulo, 11 - O Brasil deve superar a Argentina em termos de área plantada com transgênicos no prazo de duas safras. A projeção é do representante do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), Anderson Galvão.

Agência Estado |

Segundo ele, tal estimativa depende da manutenção do atual ritmo de trabalho da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). O órgão é responsável por avaliar, estabelecer normas e liberar ou descartar o uso de sementes geneticamente modificadas.

Os dados do ISAAA mostram que a Argentina ocupa atualmente a segunda posição entre os maiores produtores de transgênicos do mundo, com 21 milhões de hectares em 2008. No Brasil, a área plantada em igual período somou 15,8 milhões de hectares. Mas segundo Galvão, o crescimento do cultivo de organismos geneticamente modificados deve seguir firme, sustentado pelo uso de sementes que combinam duas características, como resistência a insetos e tolerância a herbicidas.

"O crescimento ocorrerá através do uso de genes combinados, a exemplo do que acontece em outros países. Quem já cultiva transgênico poderá substituir por tecnologias mais modernas", estima. O especialista lembra que, atualmente, o Brasil permite o plantio de dez variedades transgênicas para cultivo de soja, milho e algodão. São variedades tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos que foram aprovadas para cultivo e consumo.

A área com transgênicos vem crescendo gradativamente no Brasil, desde a primeira aprovação comercial em 2005. Na primeira safra, em 2005/06, os produtores brasileiros plantaram 9,4 milhões de hectares com sementes geneticamente modificadas. Na safra seguinte, 2006/07 o cultivo atingiu 11,5 milhões de hectares e já no ano-safra seguinte saltou para 15 milhões de hectares.

Milho

O ISAAA não apresenta projeções para o cultivo de milho transgênico no Brasil, mas Galvão pondera que a decisão do agricultor deve considerar as condições do mercado neste ano. "Tudo dependerá da lucratividade do milho. De nada adianta a biotecnologia se a lucratividade esperada não é boa", explica Galvão. Segundo ele, o produtor deve fazer a análise da composição total dos custos e não apenas do glifosato, herbicida utilizado em lavouras transgênicas e convencionais, cuja alta de preços foi a mais expressiva entre todas as classes de defensivos.

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