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Iraque oferece parte de lucros do petróleo a multinacionais

LONDRES - O ministro iraquiano do petróleo, Hussain al Shahristani, apresentou na segunda-feira detalhes dos contratos para que empresas estrangeiras invistam em oito grandes campos de gás e petróleo no país, e disse que os vencedores das licitações vão receber uma participação nos lucros adicionais que gerarem.

Reuters |

Após um dia de reuniões com 35 empresas pré-qualificadas e com autoridades, ele disse que as companhias estão "muito interessadas" em participar das concorrências.

As estatais iraquianas do setor devem manter o controle acionário das joint-ventures a serem criadas. Até agora, muitos acreditavam que as empresas estrangeiras, individualmente ou como consórcios, só teriam acesso aos chamados "contratos de serviço", em que recebem uma quantia fixa pelo trabalho.

Na licitação, as empresas farão propostas quanto à participação que desejam ter nos lucros, e o valor menor tem mais chances de vencer -- um modelo que as companhias consideram mais atrativo.

Shahristani disse que "a atual produção no Iraque de forma alguma atende às nossas necessidades para o re-desenvolvimento do país" e que por isso é preciso de ajuda do exterior.

Os contratos devem gerar polêmica numa região onde as empresas estrangeiras de petróleo tradicionalmente são vistas com desconfiança. Eles vão durar por 20 anos, e as empresas receberão sua participação em dinheiro ou em petróleo.

O ministro disse esperar que a produção de petróleo nos campos ofertados cresça 1,5 milhão de barris por dia, um aumento significativo diante da produção total do Iraque, de 2,5 milhões de barris por dia.

Entre as empresas pré-qualificadas estão Exxon Móbil, Royal Dutch Shell e as estatais da China e Índia. A maioria dos executivos deixou as reuniões fazendo elogios ao projeto, mas dizendo que é cedo para afirmar se suas empresas farão ofertas.

As empresas terão de pagar pelo menos 10 milhões de dólares em luvas e aceitar rígidos cronogramas para as obras.

Greg Muttitt, diretor da ONG britânica Platform, voltada para questões ambientais e de direitos humanos, disse esperar que o governo do Iraque cumpra sua promessa de divulgar em breve a íntegra dos contratos, para garantir a transparência do processo.

Muttitt alertou que o Iraque pode fazer um mau negócio porque as empresas devem apresentar planilhas com gastos elevados para a segurança, os quais devem cair substancialmente com o tempo.

"Em cinco ou dez anos os dividendos ainda serão distribuídos de uma forma que reflita o atual clima de segurança", disse ele à Reuters durante o evento.

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