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Irã, Qatar e Rússia, grandes produtores de gás, decidiram nesta terça-feira se associar para dinamizar o foro oficial de exportadores desse combustível, embora tenham enfatizado que não se trata da criação de um cartel baseado no modelo da Opep.

"O diálogo a três pode ser muito útil para todo o mercado de gás", afirmou Alexei Miller, presidente da gigante russa do setor, Gazprom.

Miller, que se reuniu em Teerã com o ministro do Petróleo do Irã, Gholam Hossein Nozari, e com o ministro da Energia do Qatar, Abdallah ben Hamad al-Attiyah, disse que esse tipo de reunião será realizada "regularmente no marco dessa associação".

O próximo encontro está previsto em Moscou para dentro de "três a quatro meses", indicou Miller.

As três autoridades concluíram um acordo que cria uma comissão técnica, e "uma de suas tarefas é examinar projetos comuns", explicou o presidente da Gazprom.

Os três associados se reunirão pela primeira vez em alguns dias em Doha, capital do Qatar, segundo Al-Attiyah.

O ministro iraniano do Petróleo foi mais longe e afirmou que os três países chegaram a um acordo para a criação de uma nova organização de países exportadores de gás.

Mas seus interlocutores foram prudentes sobre as perspectivas de viabilidade de uma estrutura desse tipo.

Miller considerou que a atividade da associação deverá respeitar o Fórum de Países Exportadores de Gás (FPEG), que existe desde 2001.

"O diálogo a três pode ser muito útil para o conjunto do mercado de gás e pode desempenhar o papel de locomotiva para os países exportadores de gás como parte da assembléia de exportadores de gás", disse o presidente da Gazprom.

O FPEG é uma organização informal que reúne os principais países que possuem reservas de gás.

Mas não é comparável à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), um verdadeiro cartel dotado de estatutos, cujas decisões se impõem a todos os membros.

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