Teerã, 9 abr (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores do Irã insistiu hoje no "direito" de Teerã de desenvolver tecnologia nuclear e conclamou os Estados Unidos a destruir todo seu arsenal.

Teerã, 9 abr (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores do Irã insistiu hoje no "direito" de Teerã de desenvolver tecnologia nuclear e conclamou os Estados Unidos a destruir todo seu arsenal. "O povo iraniano demonstrou que sua maior prioridade é proteger seus direitos nucleares e não aceita nenhum tipo de imposições", acrescenta o comunicado divulgado pela agência local de notícias "Mehr". Washington pretende conseguir que se adotem compromissos concretos em nível internacional para garantir a segurança de todos os materiais nucleares em um prazo de quatro anos, de modo que se evite que eles possam cair em mãos de grupos terroristas ou de regimes hostis, o que poderia ser o caso do Irã. Obama afirmou que sua nova estratégia reconhece que a maior ameaça "já não é uma troca nuclear entre países, mas o terrorismo nuclear e a proliferação". O Ministério iraniano de Exteriores disse, além disso, que os "EUA têm o maior arsenal nuclear no mundo e devem fixar uma data limite para sua destruição total". "A recente doutrina nuclear anunciada pelo Governo de Obama não é diferente das políticas anteriores, mas é mais perversa", afirma o comunicado. O Irã comemora hoje o dia nacional da energia atômica e as autoridades de Teerã tinham previsto realizar um ato para comemorar a data, no entanto a comemoração foi cancelada sem explicações. O regime iraniano mantém uma rixa com grande parte da comunidade internacional sobre seu controvertido programa nuclear, por rejeitar suspendê-lo, afirmando que seu desenvolvimento tem fins pacíficos. Países como os Estados Unidos, o Reino Unido, França, Alemanha e Israel acusam Teerã de ocultar sob seu programa nuclear civil outro de natureza clandestina e ambições bélicas cuja meta seria adquirir armas atômicas. Por este motivo, desde fevereiro, Washington, apoiada por Londres, Paris e Berlim tratam de pactuar novas sanções internacionais contra o Irã. EFE msh/pb
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