Teerã, 7 jul (EFE).- O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou hoje que as sanções não afetarão às atividades nucleares do Irã.

Teerã, 7 jul (EFE).- O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou hoje que as sanções não afetarão às atividades nucleares do Irã. Segundo a agência estudantil de notícias "Isna", Salehi fez esta declaração durante uma visita hoje à usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã. "Não se pode dizer que as sanções não tem efeitos. No entanto, se o propósito é impedir as atividades nucleares do Irã, não podem afetar essas atividades, embora possivelmente possam desacelerar seu processo", destacou. Salehi ressaltou que o Irã continuará com o enriquecimento de urânio a 20%, pois, segundo ele, o Irã tem direito a fazê-lo. O diretor da OEAI informou também que a usina nuclear de Bushehr, cujo projeto estão realizando os técnicos russos, iniciará no início de setembro. "Achamos que o projeto da usina de Bushehr chegou a um ponto sem volta. Esperamos que, tal como prometeram os amigos russos e os técnicos iranianos, seja iniciada em setembro", acrescentou. Salehi disse já ter finalizado o teste de água temperada nesta usina. Segundo ele, em um prazo de 70 dias, os técnicos começarão a injeção de combustível, que demorará 20 dias. "Cerca de 3 mil (técnicos) russos trabalham na usina de Bushehr. Esperamos continuar nossas colaborações após o término do projeto através da criação de um consórcio conjunto com os russos", indicou. Em relação ao confisco de uma carga de equipamentos para a usina de Bushehr por parte dos alemães, Salehi disse que este problema já foi resolvido. O projeto para a construção da usina nuclear de Bushehr no sul do Irã foi assinado em 1975 com as empresas alemãs, mas as tarefas foram congeladas após a Revolução Islâmica de 1979. Em 1998, os técnicos russos assinaram um acordo com as autoridades do regime teocrático de Teerã para finalizar este projeto. Segundo o acordo, avaliado em US$ 1 bilhão, os russos se comprometeram a completar o projeto em 2005, mas desde então o projeto já foi adiado várias vezes. Enquanto os russos atribuem os atrasos aos problemas de pagamento, as autoridades iranianas afirmam tê-los feito de forma antecipada, mas ambas as partes desmentem que os atrasos tenham motivos políticos. EFE msh/sa

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