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IPI maior para carro importado protege emprego, diz Dilma

Presidenta defende criação de impostos mais elevados a empresas que não produzem no País. 'Podem investir aqui sim. Mas produzam'

Reuters |

A presidenta Dilma Rousseff defendeu nesta quinta-feira a imposição de impostos mais elevados a empresas que não produzem no país como ferramenta de proteção aos empregos.

"Todas as empresas que estão se queixando não estavam produzindo aqui", disse, ao ser perguntada a respeito da decisão de elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros importados, durante entrevista ao programa "Hoje em Dia", da TV Record.

A presidente foi enfática na defesa da medida, que tem sido alvo de contestações judiciais por parte de montadoras estrangeiras.

No dia 16 deste mês, o governo federal aumentou o IPI de veículos importados em 30 pontos percentuais, exigindo das montadoras índice de nacionalização de 65 por cento e o cumprimento de uma série de etapas produtivas no Brasil como contrapartida para evitarem a alta do tributo.

"Nós queremos que qualquer empresa estrangeira que venha para o Brasil, para ela não pagar imposto maior, ela tem que produzir aqui, ela tem que criar empregos aqui", disse.

Montadoras, como a chinesa Chery, conseguiram na Justiça liminares que suspendem a cobrança da alíquota maior do tributo e o governo prometeu que buscará derrubar essas liminares.

Dilma afirmou que a indústria automobilística brasileira não foi afetada pela medida e que o setor segue "intacto". Ela justificou a elevação do IPI como uma maneira de frear a crescente participação dos veículos importados no setor brasileiro que, de acordo com ela, se aproximou de 20 por cento nos últimos dois anos.

"Isto é comprometer os empregos de qualidade do povo brasileiro. Este governo não vai deixar", prometeu. "Podem investir aqui sim. Serão protegidos, acolhidos... mas venham e produzam aqui, gerem tecnologia aqui."

A presidente também voltou a falar sobre a atual crise econômica global, e reiterou que o país está hoje em melhores condições de enfrentar as turbulências do que estava em 2008.

Dilma alertou, entretanto, que "nenhum país do mundo está livre das consequências da crise", ao mesmo tempo que voltou a citar a força do mercado interno e o alto voluma de reservas internacionais como ferramentas para enfrentar os atuais distúrbios econômicos.

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