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O iPhone será lançado no Brasil no próximo dia 26 e, segundo fontes do mercado, seu preço médio deve ficar em R$ 1,5 mil. O valor que o cliente pagará pelo aparelho depende do plano mensal escolhido.

Acordo Ortográfico Na Vivo, uma mensalidade de cerca de R$ 200 dará direito a comprar o celular por esse preço. Os iPhones chegaram ontem aos estoque das operadoras brasileiras. Além da Vivo, a Claro também vai vender o aparelho no País.

O preço mínimo do iPhone ainda não está fechado, mas deve ficar por volta de R$ 1 mil na Vivo. O máximo, em cerca de R$ 2 mil. Nos Estados Unidos, o aparelho 3G de 8 gigabytes custa US$ 199, o que seriam R$ 370. Segundo fontes do mercado, a diferença se explica por dois motivos.

Um deles é o imposto de importação, que está em 80%. Outro é o contrato de fidelização, que tem prazo máximo de 24 meses nos EUA e de 12 meses aqui. As operadoras subsidiam o aparelho e recuperam o dinheiro durante o contrato. Um iPhone desbloqueado (ou seja, sem subsídio) custa cerca de US$ 500 nos EUA.

A Vivo, a Claro e a Apple preferiram não comentar os planos para o lançamento. O preço médio de R$ 1,5 mil é próximo do que é cobrado pelo aparelho contrabandeado no Brasil. A Vivo e a Claro adotaram estratégias diferentes para o lançamento do aparelho no País. A Vivo mandou cartas para seus clientes oferecendo o celular. Eles terão prioridade nesse primeiro lote de aparelhos, e devem receber atendimento personalizado, escolhendo, por exemplo, se vão receber o iPhone ou retirar em uma loja.

A Claro abriu um cadastro em seu site e recebeu mais de 100 mil inscrições de interessados. A empresa chegou a cobrar R$ 100 dos potenciais clientes para reservar o aparelho. Mas, depois de ser criticada por consumidores e pelo Procon-SP, desistiu de fazer a cobrança. O Procon-SP considerou a cobrança ilegal, pois a empresa não poderia cobrar pela reserva sem oferecer informações como o preço do aparelho e a data do lançamento.

O modelo do iPhone que funciona em redes de telefonia celular de terceira geração (3G) foi lançado nos EUA em 11 de julho. As redes 3G permitem comunicação de dados em alta velocidade no celular. No começo do mês, Roberto Lima, presidente da Vivo, disse que, de seus 41 milhões de clientes, cerca de 1 milhão poderiam se interessar pelo aparelho.

A preferência dada pela Vivo aos seus clientes no lançamento do iPhone pode ser vista como uma maneira de manter os consumidores. Com a portabilidade numérica, que começou este mês em algumas cidades do País, os clientes podem trocar de operadora e manter o número do telefone. A portabilidade chega à capital de São Paulo em março de 2009. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) homologou o iPhone no mês passado. Sem a homologação, não era possível vender o aparelho no País.

O iPhone, da Apple, deve ganhar em breve um concorrente de peso. A T-Mobile deve anunciar na próxima terça-feira, nos Estados Unidos, um modelo de celular, fabricado pela taiwanesa HTC, com o Android, software desenvolvido pelo Google.

O gigante das buscas oferece o Android, que funciona como sistema operacional do celular, com código aberto, gratuitamente aos fabricantes. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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