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Ipea: crise põe em xeque padrão de avanço do século 20

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, disse hoje que é difícil avaliar se o pior da crise financeira internacional já passou porque a situação indica ser de longa duração. Está em xeque o padrão de crescimento do século 20, que aliás é fortemente degradante do meio ambiente, afirmou o presidente da instituição, que é uma fundação pública vinculada ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Agência Estado |

Pochmann destacou ser necessária a reconstrução da regulação do sistema financeiro internacional. "As ações até agora são contra os efeitos da crise, e não sobre as causas da crise", disse. Para ele, as causas estão ligadas à descrença na moeda de curso internacional, o dólar, e à necessidade de refundação das regras e das instituições do sistema financeiro internacional.

Segundo Pochmann, instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial ficaram à margem do enfrentamento da crise e as decisões estão sendo tomadas pelos bancos centrais dos países. Ele declarou que os derivativos no mundo são mais de US$ 600 trilhões, enquanto o orçamento do FMI é de US$ 400 bilhões. "É uma desproporção enorme", disse. Pochmann considera necessário ter autoridades multilaterais renovadas, com capacidade de intervenção. "Isso significa acordo entre países." Com a eleição nos Estados Unidos este ano, ele avalia que decisões sobre o que considera as causas da crise devem ser tomadas no médio prazo e a partir do ano que vem.

Brasil

O presidente do Ipea disse também que "não é irreal imaginar uma expansão ao redor de 4%" para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2009. Ele explicou que, por um efeito estatístico, se este ano o PIB crescer 5%, o PIB do ano que vem terá aumento entre 2,8% e 3%, "a não ser que haja recessão, o que a gente não espera".

Pochmann afirmou ainda que no seu modo de ver "seria interessante" a redução ou uma parada com viés de baixa da taxa básica de juros, a Selic, que foi mantida ontem sem viés pelo Banco Central em 13,75% ao ano. Ele comentou que "dentro da visão ortodoxa do Banco Central, é interessante destacar que estancaram a subida dos juros".

Para Pochmann, a desaceleração da atividade econômica em função da crise internacional faz com que haja uma tendência de queda no "núcleo duro" da inflação. Ele comentou ainda que há uma convergência de queda nas taxas de juros no mundo devido à crise, e que a taxa brasileira é das mais altas. As declarações foram feitas em entrevista coletiva ao chegar para a 4ª Jornada de Estudos de Regulação, no Ipea.

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