A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) até 7 de janeiro de 2009 subiu para 0,68%, informou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No índice anterior, de até 31 de dezembro de 2008, o IPC-S havia registrado alta de 0,52%. A taxa anunciada foi a primeira divulgação de um índice inflacionário referente a 2009.

O aumento mais intenso de preços no grupo Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa de inflação passou de 0,37% para 0,84% entre a quarta quadrissemana de dezembro de 2008 e a primeira quadrissemana de 2009, foi a principal razão para a taxa maior do IPC-S.

Segundo a FGV, o que mais contribuiu para este movimento foi o aumento expressivo de preços em cursos formais (0,88%), influenciados pelo período de reajuste das mensalidades escolares.

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, quatro apresentaram taxas de inflação mais elevadas no período. É o caso de Alimentação (de 0,60% para 1,04%); Transportes (de 0,72% para 0,82%); Despesas Diversas (de 0,37% para 0,38%), além dos já citados Educação, Leitura e Recreação.

Outros grupos apresentaram desaceleração de preços, como o de Habitação (de 0,36% para 0,33%); Vestuário (de 0,52% para 0,36%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,71% para 0,70%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as mais significativas altas de preço no varejo foram apuradas no tomate (22,85%); na tarifa de ônibus urbano (1,48%); e batata-inglesa (12,39%). Já as mais significativas quedas de preços foram apuradas no limão (-41,52%); feijão carioquinha (-14,03%); e no corte de acém (-4,68%).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.