A inflação mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) foi de 0,47% até a quadrissemana finalizada em 7 de dezembro, quase o dobro do aumento de 0,26% apurado no índice anterior, até a quadrissemana encerrada em 30 de novembro. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Ainda segundo a fundação, esta foi a maior taxa de variação para o indicador desde a segunda semana de setembro deste ano, quando o IPC-S subiu 0,51%. A principal contribuição para a taxa maior do IPC-S partiu novamente do comportamento de preços dos alimentos. A taxa de inflação deste setor saltou de 0,27% para 0,94% entre a quarta quadrissemana do mês passado e a primeira quadrissemana deste mês.

Segundo a FGV, no setor de alimentação, dos 21 itens componentes, 18 registraram acréscimos em suas taxas de variação de preços, com destaque para as inflações mais intensas e deflações mais fracas apuradas em hortaliças e legumes (de 4,59% para 5,90%), frutas (de 2,59% para 5,86%) e laticínios (de -2,97% para -2,44%).

Além dos alimentos, foram registrados acréscimos nas taxas de variação de preços de Despesas Diversas (de 0,05% para 0,24%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,06% para 0,12%), Habitação (de 0,26% para 0,27%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,29% para 0,36%). As outras duas classes de despesa apresentaram desaceleração de preços no mesmo período. É o caso de Transportes (de 0,22% para 0,21%) e de Vestuário (de 0,92% para 0,75%).

Entre os produtos pesquisados para cálculo do índice, os que apresentaram as altas de preços mais expressivas no IPC-S de até 7 de dezembro foram batata-inglesa (22,53%), mamão papaia (24,43%) e cenoura (30,99%). Já os produtos que registram as quedas de preços mais intensas foram leite tipo longa vida (-5,76%), tomate (-11,97%) e manga (-14,95%).

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