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IPC-Fipe reforça cautela, mas juro futuro abre em baixa

O mesmo clima de cautela com a inflação que vem marcando os últimos pregões do mercado futuro de juros se mantém na abertura dos negócios hoje. O resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de junho, que desacelerou para 0,96% em junho ante taxa de 1,23% no fechado de maio, mas ficou acima da mediana das previsões, não foi visto como uma boa notícia.

Agência Estado |

O número só reafirma o cenário preocupante para a inflação e, portanto, mantém limitado o apetite por risco no mercado de títulos prefixados.

O avanço dos preços do petróleo no mercado internacional, que superou a cotação de US$ 145,00 o barril na sessão eletrônica em Nova York, também mantém as taxas dos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) pressionadas. Além disso, os investidores acompanham a reação no exterior aos dados do mercado de trabalho dos EUA, que apontou contração no número de vagas de emprego em junho, com a eliminação de 62 mil postos - acima do previsto. No ano até o mês passado, o número de vagas de trabalho eliminadas nos EUA supera 300 mil. A taxa de desemprego nos EUA permaneceu em 5,5%, levemente acima da previsão de queda para 5,4%.

No exterior, a manhã foi movimentada. O Banco Central Europeu (BCE) elevou a taxa básica de juros na zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) em 0,25 ponto porcentual para 4,25% ao ano, conforme esperava o mercado. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse, após o anúncio da decisão, que os riscos da inflação no médio prazo aumentaram, que as perspectivas para o crescimento econômico são muito incertas, mas que o BCE não se compromete com ações futuras de política monetária.

Aqui, a preocupação mundial com a inflação segue dando o tom ao mercado. E mantém nos preços a idéia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) terá de ser ainda mais firme na condução da política monetária, para fazer frente a essas pressões. O mercado aguarda também os dados da Confederação Nacional das Indústria (CNI), que serão divulgado às 11 horas. Entre as informações, há grande expectativa pelo indicador de Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci), que vem mostrando crescimento nos últimos meses, o que amplia a preocupação com a capacidade da indústria em atender à demanda interna aquecida.

Após abertura dos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2010 projetava taxa de 15,29% ao ano, ante o fechamento de ontem a 15,34% ao ano. O DI de janeiro de 2009 caía de 13,43% ao ano ontem para 13,41% ao ano hoje.

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