Os preços da gasolina e do álcool combustível deixaram de aliviar o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na capital paulista, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo. Entre a segunda e a terceira semana de julho, a alta da gasolina passou de 0,07% para 0,39%, enquanto a queda do álcool diminuiu de 2,01% para 0,30%.

Segundo o professor da USP Márcio Nakane, na prévia do IPC-Fipe do dia 18, o comportamento dos combustíveis tem ligação com os preços maiores do álcool ao produtor. Como a gasolina também conta com uma parte de álcool na mistura, acaba sendo afetada em seu preço. Hoje Nakane afirmou que novos aumentos deverão ser detectados pelo IPC nas próximas divulgações da Fipe. Isso porque, no acompanhamento de preços na ponta, levantamento no qual a instituição compara os preços da semana de referência com o mesmo período do mês anterior, ambos os combustíveis apresentam altas até maiores que as registradas na pesquisa semanal.

"Na ponta, a gasolina saiu de uma alta de 0,65% para 1,19%", informou Nakane. "O álcool, já em terreno positivo, passou de uma variação de 0,84% para 2,15%", complementou. Por conta do comportamento de alta dos preços dos combustíveis, Nakane elevou a projeção do grupo Transportes para o encerramento de julho, no IPC-Fipe. De acordo com ele, o segmento, que subiu 0,30% na terceira semana, ante variação de 0,17% na segunda medição, deverá fechar o mês com elevação de 0,40% - a expectativa anterior era de uma variação positiva de 0,35%.

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