SÃO PAULO - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) aumentou 0,55% em março, em linha com o esperado. A taxa é inferior àquela de um mês antes, de 0,94%, mas mais significativa do que a de mesmo intervalo de 2009 (0,11%). Na abertura deste ano, o indicador subiu 0,52%.

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Assim, no primeiro trimestre de 2010, a inflação foi de 2,02%, acima da leitura verificada nos três primeiros meses do calendário anterior, de 1,14%.

"Em março, a redução no IPCA-15 se deve, principalmente, ao grupo Educação, cujo efeito dos reajustes sazonais de início do ano ficaram concentrados em fevereiro", explicou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em nota. Educação deixou um acréscimo de 4,55% no segundo mês de 2010 para 0,55% no estudo seguinte.

A expectativa da Banco Fator era de crescimento de 0,57%, enquanto o consenso Bloomberg apontava para 0,54%, segundo o Fator.

Também tiveram reflexo no IPCA-15 de março um avanço mais modesto nas tarifas dos ônibus urbanos (3,84% para 1,70%) e a queda nos preços do álcool combustível e da gasolina.

Entre as demais classes de despesas investigadas, Alimentação e bebidas foram de 0,98% em fevereiro para 1,22% em março e Despesas Pessoais partiram de 0,42% para 0,69%. Habitação, contudo, marcou 0,27% de alta, após o 0,38% do segundo mês de 2010, e Transportes deixaram a leitura de 1,28% de acréscimo para 0,41% de elevação.

Nos 12 meses até março deste exercício, o IPCA-15 teve ampliação de 5,09%, marca mais expressiva do que a de 12 meses antecedentes (4,63%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 11 de fevereiro a 15 de março e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 10 de fevereiro.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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