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A agenda da semana é bem mais modesta em termos de indicadores econômicos do que as das três semanais iniciais de setembro. Depois de um começo de mês que concentrou divulgações de grande impacto para o mercado financeiro, como o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2008, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, a decisão de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom) e a própria ata do encontro da diretoria do Banco Central; o período compreendido entre os dias 22 e 26 terá poucos indicadores e contará com o IPCA-15 de setembro como maior destaque.

Com anúncio agendado para a próxima quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice, que subiu 0,35% em agosto, é uma parcial do IPCA fechado de cada mês. Os especialistas do mercado continuam bastante atentos para saber se o grupo Alimentação manterá a tendência baixista observada durante o mês passado.

Apesar de indicadores, como o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), continuarem mostrando o grupo de alimentos em queda, há sinalizações de que a carne bovina poderá mudar do terreno negativo para o positivo e que, por conta do peso deste item, ocorram alterações para a Alimentação.

Outras expectativas importantes relacionadas ao IPCA-15 estão ligadas aos efeitos das tarifas públicas e às dúvidas sobre a composição dos núcleos de inflação. Se, por um lado, os maiores impactos vindos dos preços administrados podem ter ficado para trás, por outro, a manutenção dos núcleos em níveis anteriores, mesmo com a desaceleração do IPCA de agosto, deixou os analistas com um pé atrás, já que eles aguardavam núcleos em sintonia com o indicador cheio mais ameno do mês passado.

Ainda no campo da inflação, outras duas divulgações de indicadores são aguardadas na próxima semana. A primeira será feita na terça-feira (dia 23) pela FGV, que trará os números da terceira prévia do mês do IPC-S. Depois de iniciar o mês com uma elevação de 0,20%, o índice desacelerou forte para 0,04% na segunda medição de setembro e os especialistas não descartam a possibilidade até de uma deflação para o próximo resultado, sempre tendo o comportamento da Alimentação como principal fator condutor.

A segunda divulgação ficará por conta da Fipe, que trará ao público na quinta-feira (dia 25) os números também da terceira prévia de setembro do IPC paulistano. Na segunda medição do mês, o indicador subiu 0,52% ante 0,47% da primeira leitura, com efeito maior do grupo Habitação, por conta dos impactos de tarifas públicas.

Fora da inflação, a semana terá dados relacionados ao emprego e ao setor externo. Na segunda-feira (dia 22), o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará o saldo entre as exportações e as importações brasileiras realizadas na terceira semana de setembro. Na segunda semana, o saldo da balança foi de US$ 1,257 bilhão, com US$ 5,073 bilhões em exportações e US$ 3,816 bilhões em importações.

No dia seguinte (dia 23), é a vez de o Banco Central trazer os números da Nota do Setor Externo de agosto, que engloba tanto o resultado das transações correntes como o Investimento Estrangeiro Direto (IED) que ingressou no País no período. Em julho, foi constatado déficit de US$ 2,111 bilhões na conta de transações correntes do balanço de pagamentos. Quanto ao IED, entrou no Brasil, no mesmo período, um total de US$ 3,24 bilhões.

Na quinta-feira (dia 25), o IBGE anuncia a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de agosto. Em julho, o instituto apurou que a taxa de desemprego no País atingiu 8,1% da População Economicamente Ativa (PEA). O resultado representou um aumento na taxa de desocupação ante o de 7,8% observado em junho.

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