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IPCA-15 cai à metade, mas segue acima de 6% em 12 meses

SÃO PAULO (Reuters) - A inflação ao consumidor até a metade de agosto registrou uma forte desaceleração, mas a variação acumulada nos últimos 12 meses ainda está acima de 6 por cento, o que respalda as preocupações do Banco Central. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,35 por cento no mês, praticamente a metade da alta de 0,63 por cento apurada em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Reuters |

O dado ficou abaixo das expectativas de mercado, que esperavam uma desaceleração para 0,38 por cento para o índice em agosto, de acordo com a mediana das estimativas de 30 instituições financeiras consultadas pela Reuters.

'Os alimentos foram os responsáveis pela redução do IPCA-15 em agosto, uma vez que mostraram abrupta desaceleração', afirmou o IBGE em comunicado.

A variação do IPCA-15 em agosto foi a menor desde março, quando o índice subiu 0,23 por cento.

No mercado de juros futuros, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) reagiam positivamente ao dado, operando em queda nesta manhã. O DI janeiro de 2010, o mais negociado, caía de 14,66 para 14,63 por cento.

Apesar do comportamento mais brando da inflação, a variação acumulada nos últimos 12 meses está em 6,23 por cento, muito próximo do teto da meta de inflação perseguida pelo BC. No ano, o IPCA-15 acumula elevação de 4,69 por cento.

A meta de inflação para 2008, 2009 e 2010 é de 4,5 por cento, com margem de variação de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo.

O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo.

A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.

A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

Para tentar trazer a inflação de volta ao centro da meta já em 2009, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC iniciou em abril um ciclo de aperto do juro. De lá para cá, a taxa Selic foi elevada em 1,75 ponto, passando de 11,25 por cento para 13 por cento ao ano.

A próxima reunião do Copom acontece nos dias 9 e 10 de setembro.

(Reportagem de Renato Andrade; Edição de Vanessa Stelzer)

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