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IPCA estimula nova rodada de forte baixa nos juros futuros

SÃO PAULO - Descolados da instabilidade no preço do dólar e do pessimismo nas bolsas de valores, os contratos de juros futuros encerraram mais uma semana apontando para baixo. Segundo o gestor da Brascan Gestão de Ativos, Luiz Fernando Romano, as curvas já vinham recuando em cima dos dados de fraco crescimento, e esse movimentou ganhou respaldo com a inflação oficial menos pressionada.

Valor Online |

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou alta de 0,36% no mês passado, recuando de 0,45% em outubro e abaixo do índice de 0,5% estimado pelo mercado.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava queda de 0,35 ponto percentual, para 13,32%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,50 ponto, para 13,65%. E janeiro 2012 apontava 13,66%, também desvalorização de 0,41 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava leve baixa de 0,01 ponto, para 13,51%. Julho de 2009 caiu 0,19 ponto, projetando 13,50%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 680.605 contratos, equivalentes a R$ 61,88 bilhões (US$ 24,84 bilhões), quase o dobro do registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 192.370 contratos, equivalentes a R$ 16,83 bilhões (US$ 6,75 bilhões).

Ainda de acordo com gestor da Brascan, outro fator que contribuiu para a queda nos vencimentos foram os "stops" de posição de investidores que estavam comprados.

Segundo o especialista, o desenho da curva futura sugere taxas de juros menores no Brasil, mas não no curto prazo. Para Romano, é provável que um corte na Selic aconteça em algum momento de 2009.

Para ele, a maior incógnita é o câmbio, que registra forte valorização ante o real no acumulado do ano. Na sessão de hoje, por exemplo, a divisa bateu R$ 2,621 na máxima e só mudou de direção depois que o Banco Central vendeu dólares à vista e via swap.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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