O ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou hoje que o governo tem consciência de que é preciso bater duro na inflação. Segundo ele, apesar da desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, que caiu para 0,74% no mês passado ante alta de 0,79% em maio, de acordo com dados divulgados hoje pelo IBGE, a inflação ainda preocupa.

"A inflação virou assunto novamente e o IPCA veio um 'tiquinho' menor do que em maio, mas ainda assim, preocupante", ressaltou o ministro durante palestra na Conferência "O Impacto do Brasil na Economia Global", promovida pela Sociedade Americana (Americas Society) e o Conselho das Américas (Council of the Americas) em conjunto com o Movimento Brasil Competitivo.

Também em relação à inflação, Bernardo disse que o IPCA acumulado no período de 12 meses até junho, está em 6,06%, portanto, acima do centro da meta de inflação para 2008, de 4,5%, mas dentro da margem de tolerância, que vai até 6,5%, segundo determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). "Mesmo com o recrudescimento da inflação, o Brasil é um dos poucos países a conseguir manter a inflação na meta. Estamos resistindo, mas temos que apostar, fazer as coisas certas para que possamos resistir ainda mais."

Para Bernardo, o presidente Lula tem deixado claro que a inflação é uma prioridade para o País. Ele ressaltou ainda que o governo manterá o foco também nas taxas de expansão da atividade. "Queremos manter a inflação controlada, mas com a economia crescendo", disse. Bernardo afirmou salientou que, nos últimos anos, houve crescimento de 20 milhões de pessoas na classe média e que, apesar de a economia brasileira mostrar expansão das exportações, o crescimento do País é puxado pelo mercado interno.

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